Os motoristas irão sofrer com as dificuldades na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), principal ligação entre São Paulo e Curitiba – e também a Iguape, até o início de 2012. É o prazo previsto no contrato de licitação para a duplicação dos 30,5 quilômetros da Serra do Cafezal, entre Juquitiba e Miracatu, onde se trafega pela rodovia em pista única. Para o feriado de amanhã, a previsão é de até 2 horas para se passar pelo trecho.
A fila de carros no sentido São Paulo – Curitiba, normalmente, vai do km 315 ao 336. Antes das 16 horas de hoje, o congestionamento pode ser menor, porém inevitável. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a rodovia receberá a migração dos turistas que seguiam para as praias de Iguape, Ilha Comprida, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul. O congestionamento previsto para o Sistema Anchieta-Imigrantes levam a vários motoristas a optar pela Régis – um caminho mais longo e também demorado, além das péssimas condições da pista.
No retorno para São Paulo, no domingo, há previsão pela PRF para afunilamento do km 365, na subida da serra, a partir das 13 horas. Até o Carnaval, a rodovia deverá receber um fluxo maior de veículos, além dos 32 mil que circulam diariamente.
O prazo para a obra é de 4 anos após o início da concessão e será custeada pelos pedágios. A concessionária OHL, vencedora da licitação realizada no último dia 9 e homologada hoje pela ANTT, vai instalar 6 praças de pedágio ao longo dos 401,6 quilômetros de São Paulo a Curitiba. Cinco postos ficarão no trecho paulista. O primeiro será instalado no km 296, em São Lourenço da Serra. Os demais, nos km 366 (fim da Serra do Cafezal), 427, próximo da ponte sobre o Rio Ribeira, 485, em Cajati, e 542, em Barra do Turvo. O pedágio paranaense será no km 56, próximo da Represa do Capivari.
Os motoristas vão pagar R$ 1,364 em cada praça. O contrato admite revisão no valor, caso a nova pista seja construída fora do eixo da pista atual. Essa opção é recomendada pelos técnicos, mas esbarra em forte oposição dos ambientalistas. A serra é coberta pela Mata Atlântica e o afastamento do eixo criaria uma “ilha” entre as duas pistas, aumentando o impacto ambiental.
Fato é que mais uma vez os turistas e amigos que aqui chegarão terão que enfrentar dificuldades pelo caminho. Se ao menos em sua recepção a cidade oferecesse uma infraestrutura e serviços adequada, haveria uma certa ‘compensação’ pelos transtornos que surgem para aqui chegar.























