Vamos ao Jairê?

Muitos leitores já sabem do que sigo a escrever; porém, parte dos visitantes deste site ainda não conhece o bairro, farei a seguir uma pequena apresentação… Aos leitores que tenham mais informações sobre o bairro e desejem continuar o texto, peço que utilizem-se do botão ‘add coments’ abaixo do texto ou do formulário de contato para acréscimos ao texto. Ah! Ainda não encontrei a origem e o significado da palavra Jairê. Caso você saiba, envie-me!  Boa Leitura! ◄

O Bairro Jairê fica a 27 km do centro de Iguape, seguindo por estrada sem pavimentação e mal conservada. É em nossa zona rural, às margens do Rio Ribeira de Iguape. Do rio se faz a vida, da vida se faz o rio… Já houve, noutros tempos, transporte coletivo por barcos até Iguape, vindo de Registro e mais acima, quando o Ribeira poussía um leito mais bem definido e profundidade navegável. Hoje sobrevive-se lá da pesca, da agropecuária, agricultura familiar e também do artesanato – as panelas de barro -, famosas e reconhecidas pelos admiradores e colecionadores de cerâmicas. Guardam peculiaridades em seu conjunto; ainda que trabalhadas por mãos diferentes conservam alguns traços entre si, aproximando-se assim de suas originais matrizes indígenas. São potes, panelas, torradeiras e cuscuzeiros, modelados de forma especial que, depois de secos e serem queimados, são banhados ainda quentes com um cozimento da entre-casca de nhacatirão, tornando-se pretos e impermeáveis, igualando-se em aparência com as de ferro.

Em 1976, observando as dificuldades das pessoas em virem até o centro de Iguape, um empresário de transportes inovou – para a época, é claro –, e estabeleceu a primeira linha regular de transporte coletivo em ônibus para o Bairro, atendendo também aos moradores dos bairros situados ao longo do caminho, tal como Baicô e Momuna. Na ocasião em tinha nove anos e facinava-me ver a  jardineira (um modelo de ônibus antigo) vencer o barro, as enormes poças d’águas e avançar lentamente pela precária estrada em direção ao vilarejo.

A maior parte dos 27 km de caminhos esburacados, nome mais aproximado da realidade do que o termo ‘estrada’, nos leva a um local com pessoas talentosas, esforçadas e corajosas. Somente esses adjetivos explicam a permanência das pessoas por lá, considerando a ausência governamental hoje vista. Pelo caminho para lá chegar, há muitos trechos de paisagem inigualável e pontos onde desenvolveriam-se prósperos negócios turísticos, voltados a recepção e aconchego dos visitantes. Porém, nada se faz há muito.

Passaram-se 32 anos e a estrada continua tal como era… Quantos prefeitos, governadores e candidatos a deputado já foram até lá pedir o voto daquela gente? Inúmeros! Porém, mesmo sentindo a dificuldade de lá chegar, ainda não resolveram a questão. Tanto se fala em ‘vocação econômica’ para a cidade de Iguape, que o óbvio tem sido deixado de lado… Cuidar do caminho que as pessoas precisam usar! Caso contrário, os únicos turistas que poderemos receber serão jipeiros – gente que realmente gosta de passar em trilhas esburacadas!

A beleza daquele povo, a distinta e honrada cultura local, bem como a exuberância da natureza vista pelo caminho, por si só, merecem nossa atenção. Com toda certeza, merecem investimento público em infraestrutura.

Estive pesquisando a palavra “Jairê”; encontrei uma saudação em grego em que fala-se “jairê” com sentido de “Alegra-te!” ou “Tenha esperança!”.

8 respostas para Vamos ao Jairê?

  1. genivaldo dantas dos santos filho

    ola meu nome genivaldo dantas mais niguem me conhece por esse nome pois sou conhecido la por pinga fogo morei la ate os meus 18 anos agora moro em são paulo santo amaro gostaria de saber sobre os meu amigo marquinho de juca e marquinho de toto novaes por favor ver pa mim obrigado por tudo parabens pelo seu trabalho que deus te abençoe um abraço . genivaldo dantas dos santos filho

  2. Alan Ribeiro

    Bão tamem….Esse lugar é realmente único. Frequento desde a minha infância tambem. Inclusive estive lá nesse ultimo final de semana 17 e 16 de Abril, inclusive estou procurando saber se ainda exite aquela linha de ônibus coletivo que fazia de Iguape até o Jairê, lembro que era uma viajem de manhã e outra a tarde, na época era uma empresa Chamada TRANSCOLILHA. Se alguem souber e puder me mandar maiores detalhes como horários e etc, agradeço de qualquer forma. Parabéns a todos pela duvulgação. Abraços.

  3. Julio,
    Meus parabens pela divulgação, passei as ferias dos meus filhos la no sitio de um amigo. Achei lindo o lugar e a educação das pessoas entao nem se fala ! Mais é uma pena ver um lugar tão lindo sem iluminação e sem coleta de lixo e pelo que fiquei sabendo, tem pessoas que acabam jogando lixo no rio, uma pena pois é de onde muitos tiram seus sustento.

  4. julio gostei muito de vc ter publicado esse site do bairro jaire ,um lugar tão gostoso de se viver cresci ali por perto , e quer saber não consigo ficar longe de la sempre que posso to la curtindo o lugar abençoado por Deus.parabens

  5. OLÁ JULIO MEU NOME É EDER MORO EM SOROCABA MAIS NASCI LÁ NO BAIRRO … ADORO ESSE LUGAR, AINDA É UM PEDACINHO DO PARAISO…. GRAçAS DEUS …ABRAçOO

  6. Caro Julio.
    Quando tinha 5 anos o meu pai foi construir uma casa no bairro do Jaire, a o qual morei por três anos no bairro , foi construída uma amizade tão forte entre nos e os moradores do bairro que até hoje vamos visitá-los, hoje tenho 32 anos , e moro em São Paulo – Capital . Vou no feriado de 25 de Janeiro, aniversario de São Paulo, espero conseguir passar na estrada que liga Iguape a o jaire, e matar a minha saudade de mergulhar no Rio de cima do Barranco, pescar, armar covo p/ pegar camarão, e o principal me atolar no barro p/ puxar a rede de arrasto de manjuba.
    Peço a os responsáveis p/ cuidar da estrada, e principalmente dos moradores, pois nunca vi em todas em minhas andanças pessoas tão hospitaleiras e cheias de qualidades igual neste bairro, e o mais importante os filhos dos que cresceram comigo tem a mesma educação dos pais.
    Adorei o seu artigo, não deixe a cidade esquece-los.
    Um grande abraço!

    Márcio

  7. Wilson Almeida Lima

    Caro Júlio, o fato de a estrada melhor se adaptar a jipeiros é tão verdadeiro que, já em 2001, por aí, foi escolhida a dedo pelo Rally do Lagamar de velocidade que rolou na região. Bem, também não sei o exato significado da palavra “Jairê”, uma tarefa possivelmente para o Roberto Fortes, mas nas circunstâncias podemos convencionar este mais do que apropriado “tenha esperança” grego. Parabéns pela iniciativa, sucesso e grande abraço.

  8. Júlio,
    Meus parabéns por essa divulgação de nossas coisas.
    Benedito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s