Temos uma única rodovia asfaltada, a SP222, para acesso. Tal estrada faz um semi-círculo entre o bairro de Biguá (km 400 da BR116) e a cidade de Pariquera Açú; desta forma a rodovia passa por Iguape. Por essa extensão espalham-se inúmeras propriedades diminutas e, em muitas delas, áreas pitorescas com paisagens exuberantes, cachoreiras, sambaquis e alguns trechos originais da mata atlântica.
Vindo pela rodovia, é comum presenciarmos pequenas toras de palmitos – muitas vezes extraídos ilegamente -, e precárias barraquinhas que nos oferecem maracujá, chuchú, mandioca e outros ítens de cultivo local.
Em muitos trechos as margens da rodovia sequer possuem áreas para acostamento e, se alguém deseja parar e comprar algo nelas, pensa duas vezes antes de fazê-lo até por questões de segurança. Entretanto, esse tipo de venda direta ao consumidor tem impacto relevante na renda das famílias da zona rural, considerando o maior preço conquistado ali, às margens da rodovia, ao enfrentar as interpéries e, muitas vezes, o péssimo humor do motorista ao transitar pela estrada em terríveis condições.
Há necessidade de que expanda-se esse tipo de comercialização, é evidente. Porém, uma mínima infraestrutura em ‘pontos chaves’ junto a rodovia poderia ser criada. Seja por intermédio de cooperativas de produtores ou de Sindicatos, algo precisa ser viabilizado. O fato é que, isoladamente, aquele pequeno sitiante não tem meios para explorar adequadamente as possibilidades da comercialização direta.
Ainda existem mais possibilidades. Podem ser criadas trilhas ecológicas, abrindo as propriedades à visitação pelos turistas e, com isso, rentabilizando àquelas famílias a preservação do meio ambiente que, por vontade própria ou exigência da lei, precisa ser observado.
Ao mesmo tempo, há necessidade de se aprimorar a mão de obra, recurso importante para a adequada exploração do ecoturismo. Se depender de instituição de ensino, não faltará; a cada ano surgem várias pessoas recém formadas em nossa cidade, pela Escola Técnica Estadual (ETEC) Engº. Agr. Narcio de Medeiros (antigo Colégio Agrícola). Essa ETEC oferece cursos em Agricultura, Florestal, Hotelaria e até em Informática. Leia sobre a instituição em http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/Ete/Escolas/Registro/Iguape_ETE_EnAgr_Narciso.html
Da ONG Terceira via: “O turismo na agricultura familiar é uma atividade complementar à atividade agropecuária típica. A agricultura familiar tem um papel fundamental na produção agrícola do país, que não pode ser desprezado:
► 40% de todos os alimentos produzidos no Brasil vêm da agricultura familiar.
►► 49% do milho, 84% da mandioca, 52% do leite, 67% do feijão, 59% dos suínos e 33% do café.
As pequenas propriedades familiares são as que mais geram empregos no campo: nelas estão 7 de cada dez trabalhadores rurais brasileiros.”
(Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário)
Veja na íntegra a publicação da ONG Terceira Via, clicando para ler a Cartilha sobre Turismo e Agricultura Familiar (necessário Adobe Reader ou similar para abrir o arquivo PDF)
Fonte: http://terceiravia.com.br/portal/modules/mastop_publish/?tac=Projeto_MDA_2006




















