Desconsiderando se eles têm ou não expressão junto aos (e)leitores, algumas pessoas já declaram-se ‘pré-candidatos’, sem qualquer temor de que não hajam apoios decisivos à sua futura candidatura. Fantando-lhes a rima, a coragem vem capenga de originalidade; a audácia, por sua vez, restringe-se às habituais fofocas havidas na cidade… A revolta, entretanto, se faz notar em meio ao povo, pelo desempenho no mínimo questionável dos atuais Legislativo e Executivo, sem contar a morosidade do Judiciário.
Ainda que não cheguemos às vias de fatos, a violência já se faz presente nos discursos, no mínimo deselegantes, dos atuais ocupantes do poder através dos seus séquitos. Trafegam rapidamente informações pela internet, onde as idéias sucedem-se (algumas sem qualquer inovação), ao buscar alternativas para o caos sempre presente.
Uma declarada ‘auto-responsabilização’, conceito que traz o indíviduo (e)leitor para o centro das atenções como agente transformador, é desconhecida de boa parte dos políticos. Afinal, muitos desconhecem o poder do voto dos (e)leitores e ainda procuram ludibriá-los, ao considerarem-se como ‘benfeitores’, sendo que são apenas (nossos) funcionários públicos.
Isso é a freqüencia no apanhado dos discursos; usando do calor das discussões, todos mostram seus brilhos e mostram-se como pródigos no que pretendem realizar. A julgar pelas palavras, qüão adorável será nossa cidade num futuro bem próximo! Com tenacidade, discursos inflamados procuram esclarecer aos eleitores situações das mais absurdas, desde obras superfaturas até o comum (ainda que ilegal) uso de veículos oficiais em carácter particular, tanto pelo executivo quanto pelo legislativo. Enfim, sujeitando-se à lógica de que há necessidade de se publicar, de dizer às pessoas sobre as irregularidas, a prosa e poesia tornam-se agressivas aos maus políticos e acontece um natural ‘revide’ onde apela-se até mesmo para palavras de baixo calão.
Em absoluto, o que existe é o momento atual. Ao passado, de onde podem surgir boas ou más lembranças ou ainda valiosas lições, servimo-nos apenas como referência. O apontar do futuro surge neste exato instante e, assim, todos movimentam-se considerando decisiva a ocasião para o destino da cidade.
Que se combatam, enfim, que façam da luta das idéias as saudáveis discussões para a melhoria da cidade. Afinal, isso ainda é uma democracia. Porém, alguns insistem em ter uma visão maniqueísta, onde qualificam as pessoas como ‘é dos nossos’ ou ‘é do contra’. Lamentável, no mínimo, tal estreita visão. Ao mesmo tempo, quem sucederá ao atual prefeito julgado ímprobo (desonesto) , considerando que sua “proteção legal liminar” apenas lhe preserva o direito de exercer o atual mandado? Segundo alguns juristas, dentre eles nosso amigo Reinival, ele não pode neste momento votar ou ser votado e até mesmo ser filiado num partido político. De toda forma, como assegura Reinival, no dia 13, por ocasião de novo julgamento, “teremos foguetes (de um lado ou de outro)”.
Alguns nomes tem surgido no “reino da boataria” como possíveis candidatos a prefeito. De uma primeira lista com as pessoas que não possuem restrições legais, já surgiram esses nomes: Cabral, Eleni, Beth, Wilson, Nicol, Neto e Zé Augusto. Porém, “muita água ainda irá passar por baixo da passarela” até que os nomes estejam consolidados e registrados como candidatos. Para a maioria do PSDB, o Cabral é tido como candidato natural do partido. Por decorrência, no “Reino da Boataria” o Capitão Cabral é tido como um dos mais fortes candidatos. Espera-se que os debates avancem e seja possível aos (e)leitores visualizarem adequadamente as propostas de cada pessoa e seu grupo de apoio. Afinal, uma administração não se faz sozinho e vale lembrar o dito popular “diga-me com quem andas que eu te direi quem és!”.




















