Na noite de 4 de janeiro último acompanhei uma situação inusitada, apesar de ser comum no serviço de saúde da nossa cidade. A criança T.F.S., 9, acompanhada da sua mãe, esteve no serviço de emergência do serviço público de saúde. Para ser atendida, foi preciso quase uma hora de espera, onde a informação era de que “o médico ainda não chegou”. Outras dez pessoas aguardavam por atendimento. A criança, com crise respiratória (bronquite), aguardou por quase uma hora para ser atendida.
Após atendimento pelo médico, a menina foi direcionada à Enfermagem. Lá, a técnica de enfermagem constatou que não havia medicamento para proceder à inalação prescrita pelo médico. Por sorte, a mãe da menina dispunha de alguns trocados e, além disso, ainda haviam farmácias abertas apesar do adiantado da hora. Enfim, com o medicamento fornecido pela mãe da paciente a criança pode ser atendida e já se encontra melhor. De toda forma, o SUS reembolsará o atendimento e o procedimento de emergência que ela recebeu, incluindo o custo do medicamento, à Prefeitura.
No mesmo dia, outros relatos ouvimos que demostravam não haver outros materiais básicos para o atendimento da população, apesar de que, conforme aqui escrevemos, o Governo do Estado até enviou dinheiro extra (40 mil) para o município, o qual deveria ser aplicado nas despesas adicionais nesta temporada.
A julgar pela (ir)responsabilidade no serviço de saúde, a administração pública municipal não “começa com o pé direito”. Por outro lado, mesmo que tenha havido a troca da chefia da Prefeitura, temos poucas ou nenhuma novidade.
Nota: * Segundo o Michaelis, um dos significados da palavra sumidouro é “coisa em que se gasta muito dinheiro; sorvedouro”. Outro entendimento, o de “lugar em que somem muitas coisas”. Quanto a junção dos sentidos, fica ao critério dos leitores e dos fatos expostos.




















