As chuvas recentes, além dos visíveis prejuizos aos moradores da área urbana, não deixaram desabrigados em nossa cidade. Ao todo, cerca de 300 casas foram alagadas, com aproximadamente mil pessoas afetadas. Já na zona rural, a precariedade das estradas acentuaram-se. Se já era difícil acessar locais como o Retiro (acesso no km 32 da SP222), as vicinais pioraram em muito depois das chuvas.
A estrada que liga a Barra do Ribeira ao Icapara, no trecho entre o Icapara e a SP222, bem como as estradas do Umbú, do Peropava, do Despraiado e a do Jairê, estão em condições terríveis; na estrada do icapara, houve queda de barreiras e árvores, o que a deixou interditada. A elevação do nível do Ribeira provocou a interdição do acesso à Barra do Ribeira. No Enseada, houve queda de barreiras, árvores e alagamento de vias públicas. Na Toca do Bugio, houve afundamento do asfalto.
Em pouco tempo, a continuar o abandono hoje presenciado por quem ousa trafegar por essas estradas, aumentarão as dificuldades da população da zona rural. Muitas colheitas foram perdidas em razão do excesso de chuva, principalmente de hortaliças; o pouco que restou dificilmente chegará ao consumidor, pela dificuldade de acesso que os produtores estão encontrando.
Por todo o Vale do Ribeira são enormes os transtornos; a chuva provocou duas mortes, deixou 145 desabrigados – pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos -, fez 9.358 habitantes deixarem suas residências por motivo de segurança e afetou outros 10.130 moradores da região. Os municípios de Itariri, Pariquera-Açu e Jacupiranga decretaram situação de emergência e Cajati, estado de calamidade pública.
Dos sete municípios atingidos, Jacupiranga foi o mais prejudicado. Houve queda de barreiras e cinco mil pessoas foram afetadas, além de 591 desalojadas e 31 desabrigadas. A via SP-93 – que liga a cidade a Eldorado -, foi bloqueada por um processo de erosão. A alternativa é voltar de Jacupiranga em direção a Registro, passando depois por Sete Barras para finalmente chegar a Eldorado, trajeto que estende o percurso em cerca de 100 quilômetros.
A Defesa Civil do Estado vem agindo para diminuir os impactos aos desabrigados; espera-se que as autoridades atuem rapidamente, determinando aos órgãos responsáveis pela manutenção das estradas que procedam aos serviços necessários, em caráter emergencial.




















