Arquivo do dia: 11/02/2008

Difícil tarefa?

Curiosos são os artifícios das pessoas ao viverem num regime democrático; dos baluartes da democracia (ou ‘pedras fundamentais’), temos o amplo direito de defesa (ao lançar mão do contraditório) e a privação de direitos somente em decorrência do trânsito em julgado de sentença ou flagrante delito previsto em Lei. Ou seja… Uma vez que cometa-se um ato ilícito, ao suspeito cabe lançar mão de todos os possíveis recursos. Com base nisso, durante um bom tempo os partidários do ex-prefeito cassado (o hómi) alardeavam que ‘ele vai voltá’.

Porém, seu último recurso foi negado e seguirá com os direitos políticos suspensos - cassado do cargo e com outras implicações que a sentença original lhe atribuiu por improbidade (desonestidade) administrativa. Uma nota recente no blog do Reinival Paiva esclarece a negativa do Tribunal relativa a esse último recurso; assim, segue o hómi cassado.

O cenário eleitoral municipal afigura-se como a um caleidoscópio; dependendo da visão do observador, mostra-se mais favorável a esse ou aquele pré-candidato. Porém, apesar das críticas habituais, o que se vê pelo elevado número de pessoas envolvidas é o avanço da pré-candidatura de João Cabral Muniz. Se por um lado esteve longe da cidade, trabalhando no japão, e cá ficamos observando boatos avolumarem-se, em seu retorno ele carrega consigo certidões das mais diversas, as quais demonstram que tem pleno gozo de seus direitos políticos, bem como é visível o respaldo popular.

Estranhamente, a Câmara não segue a tendência da população, ao manter-se “alinhada” com a chefia de plantão no executivo; notadamente, com tal atitude afasta-se do eleitorado. Ainda pelo “caleidoscópio”, os eleitores podem  lembra-se (nas eleições) dos comportamentos dos vereadores, sabendo valorizar àqueles que tiveram um mínimo de coerência com o cargo para o qual foram eleitos. Como resultado, é enorme a tarefa do eleitorado em separar “o joio do trigo” para não reeleger aos que se mostram apenas como séquitos da chefia do executivo.

“hã hã hã. Esse um acha que pode ficar falando do hómi… Ah! pois, se ele volta! Vixi! Coitado!” ► Saibam os desavisados que vivemos numa democracia e, assim, a liberdade de expressão – revestida com a responsabilidade -, e traduzida com a descrição verídica dos fatos, é um belo exercício de cidadania.

Sejamos Iguapenses natos ou não, (forasteiros, como dizem alguns, pensando ingenuamente que tal termo seja uma ofensa), antes de mais nada somos Brasileiros. Por outro lado, aos aqui nascidos cabe uma pergunta (de forasteiro)… Se de fato amam o município, porquê permitem que sejam eleitas pessoas que perseguem aos seus ‘irmãos’, também nativos desse belo local? Há muito o que se pensar a respeito disso! Inúmeras pessoas que vieram para cá (Iguapenses por opção) contribuiram com o desenvolvimento do local e seguirão assim, visto que fizeram uma escolha ao usar do direito (previsto na Constituição Federal) de ir e vir dentro do território desse Brasil.

► Para amanhã, informativo sobre a sessão da Câmara que ocorreu às 20hs dessa segunda feira.