Iguape - No dia 25 de março próximo completará dois anos que nos deixou a Professora Zely. Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, seguimos abaixo publicando mais informações sobre a Profª Zely, homenageando-a em nome de todas as mulheres iguapenses.
MEMÓRIA
por Roberto Fortes
Professora Zely Alves Fortes
Nascida em 4 de abril de 1916 na cidade de Tietê (SP), a professora Zely Alves Fortes era filha de Eliphas Alves Natel e Izolina Pereira Alves. São seus irmãos: Gessy Alves Pereira, falecido, casado com Angelina Pendulo Pereira; e Ady Alves Viranda, casada com José Viranda, falecido.
Fez o Curso Normal em Tietê. Lecionou no Grupo Escolar “Presidente Vargas”, de Pariquera-Açu, em 1937; no Grupo Escolar “Vaz Caminha”, em Iguape, a partir de 1938; e no Grupo Escolar “Pedro Mascarenhas”, na cidade de Eugenio de Melo (SP). A professora Zely se orgulhava de ter contribuído para a formação de uma geração de pessoas que hoje atuam de maneira efetiva na sociedade de Iguape.
A família – Em 14 de dezembro de 1941, a professora Zely se casou com o iguapense Sizenando Fortes Filho (1915-1987), de tradicional família da cidade, filho de Sizenando Fortes e Maria Izabel Giani Fortes. Desse casamento teve um filho único, Marcos Roberto Alves Fortes, empresário estabelecido em Iguape. Deixou as netas Alessandra Baroni Fortes e Juliana Sanches Carneiro Fortes.
Seu esposo, Sizenando Fortes Filho, conhecido por “Nandico”, era irmão de: Pérsio Fortes, falecido, casado com Maria Eugênia Zanella Fortes, de tradicional família de Pariquera-Açu; Adélio Fortes, casado com Irene Chamizo Fortes, falecidos; José Fortes, casado com Sylvia Telles Souza Fortes; Maria do Rosário Fortes Silveira, casada com Josino Silveira, ex-prefeito de Registro, falecidos; Arnaldo Fortes, falecido, casado com Luizete Silva Fortes; Haroldo Fortes, casado com Sallete de Barros Olivato Fortes; e Plínio Roberto Fortes, casado com Lia Mara Athayde Ribeiro Fortes.
Uma benemérita – Escrivão de paz no então distrito de Pariquera-Açu, em 7 de outubro de 1942 Sizenando foi nomeado escrivão do então distrito de Eugênio de Mello, em São José dos Campos (SP), onde residiram durante alguns anos. Filantropa e benemérita, a professora Zely Alves Fortes teve uma importante atuação na sociedade iguapense. Foi presidente da Oficina de Santa Rita, em 1960, entidade de apoio à infância e à maternidade; participou de campanhas de filantropia e do Natal das Crianças Pobres; deu ajuda efetiva e financeira ao Hospital Feliz Lembrança (Santa Casa de Iguape), à Maternidade e ao Asilo São Vicente de Paulo. Era considerada “a mãe dos pobres”.
Diariamente, à tardinha, a professora Zely ficava sentada em frente à sua residência. Com sua simpatia e seus olhos azuis cheios de vida, cumprimentava a todos os que passavam. Usava sempre a expressão “Oba!” para demonstrar o seu contentamento com algo ou alguém. Era a personagem mais conhecida e respeitada da histórica Rua XV de Novembro.
A professora Zely Alves Fortes foi barbaramente assassinada no dia 25 de março de 2006, sábado, no período da tarde, em sua própria residência, no Centro Histórico de Iguape. O crime, que chocou toda a sociedade iguapense, é considerado um dos mais torpes de toda a História da cidade.
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Professora Zely: Cidadã Iguapense
por Benedito Machado
Houve um tempo em que os professores eram pessoas importantes na comunidade. Nessa época, valorizavam-se a educação e a cultura, o que fazia dos professores a garantia de um bom futuro para as crianças. A professora Zely Alves Fortes exerceu o magistério com aquele espírito missionário, que tivemos em tantos outros educadores de nossa cidade, como Bento Rocha e dona. Candinha, para citar apenas dois, entre todos os mestres que marcaram época no antigo Grupo Escolar “Vaz Caminha”.
Radicando-se em Iguape, trabalhando e convivendo conosco durante mais de sessenta anos, a professora Zely não mereceu de nossos descuidados políticos o título de honra de Cidadã Iguapense, distinção que foi outorgada a tantas pessoas sem qualquer relevância para a cidade, inclusive a um político corrupto, que não teve nem a delicadeza de vir recebê-lo, pessoalmente.
Entretanto, apesar dessa falta de consideração de nossos homens públicos, os inúmeros amigos dessa ilustre professora sempre buscaram retribuir-lhe o carinho que ela dedicou a seus alunos. Por isso, neste momento de tristeza pela sua partida, em nome de todos aqueles que, nesta cidade, privaram de sua amizade e de sua simpatia, queremos, por meio da Tribuna de Iguape, outorgar-lhe, post-mortem, o título de CIDADÃ IGUAPENSE, que ela tanto mereceu.
(Fonte: “Tribuna de Iguape”, nº 63, de abril/2006).
Nota do Editor: Na última sessão da Câmara – 03 de março de 2008 -, foi proposto homenagem à Professora Zely, inserindo seu nome na “escola nova” do Rocio. Na maioria das vezes “(…) só sabemos o real valor desta limitada existência quando perdemos alguém que nos é querido”.




















