Nacional – Tal frase, do Presidente Lula, ao referir-se às declarações e articulações do seu vice, José Alencar, espelha algo comum nesse governo. Se por um lado em discurso oficial o Presidente nega pretensões de um terceiro mandado, nos bastidores homens de sua confiança trabalham para criar o ambiente político para um Projeto de Emenda Constitucional (PEC), além da ampliação para cinco anos. Ao todo, seriam mais cinco anos além dos oito já consagrados pelas urnas, totalizando 13 anos com o uso intensivo de cartões corporativos e outras práticas questionáveis relacionadas à aplicação do dinheiro público.
No entanto, pesquisa de opinião realizada no fim do ano passado pelo instituto Datafolha mostrou que 65% da população brasileira não quer um terceiro mandato consecutivo para o presidente. Para 31%, a idéia é aceitável. Mas a hipótese é rejeitada até mesmo no Nordeste, onde Lula obteve da população a sua melhor avaliação no país todo.
A rejeição foi maior entre os brasileiros com maior nível de escolaridade (78% dos que tem nível superior são contra) e maior renda familiar mensal (76% dos que recebem mais de dez salários mínimos não querem o terceiro mandato). Mas a proposta é rejeitada com folga também por aqueles com menor renda e menor nível de escolaridade.
Pelo visto, quanto maior a escolaridade maior a rejeição a esse tipo de proposta que visa, na maioria das vezes, a perpetuação de um governante. ”Eu sou o candidato mais cansado de eleição. Se tem uma coisa que eu não gostaria de fazer era discutir eleição, pois cansei”, disse o Presidente, listando todas as campanhas de que participou. “Chega um pouco”, completou.




















