Editorial
A política do Vale do Ribeira é uma perfeita amostragem do macro sistema político brasileiro, ou seja, aqui vale “a lei do mais forte”, eficiente na criação de uma lógica perversa de composições logísticas e proselitismos. Assim, não é nada incomum observamos homens que se declaravam adversários e até inimigos pessoais fazendo articulações, conspirando juntos e tecendo a teia capaz de conduzi-los ao poder, ou nele mantê-los.
Quando essas criaturas de comportamento e caráter tão pouco edificante se determinam a chegar ao poder público, todo o mundo que os permeia torna-se uma ponte para chegarem ao cobiçado destino. No entanto, quando já não precisam da ponte, não hesitam em destruí-la. Então, logo esquecem os compromissos acordados e todos os interesses, coletivos ou pessoais, alheios aos seus interesses mais imediatos. Querem provar à sociedade que é impossível ser fiel a uma ética, ou seja, que a política é de fato a zona cinzenta da moralidade, portanto, devemos aceitar com naturalidade toda sorte de canalhices cometidas por cidadãos que gozam de foro jurídico privilegiado.
O pior de tudo isso é que a cada dia fica mais reduzido o número de políticos que acredita que pode e deve ser fiel à ética dos interesses coletivos. Espero que nas próximas eleições surjam seres que consigam no mínimo atenuar minha descrença generalizada.























