A invasão do espaço público
O que pertence ao público não pode ser considerado como bem particular, extensão de sua casa ou de seu comércio. Em Iguape, comércios invadem as calçadas, expondo seus produtos a eventuais fregueses, mas impedindo o livre tráfego de pedestres. No Centro Histórico constroem-se em cima de calçada; em outras partes da cidade, rampas construídas clandestinamente por sobre as calçadas literalmente impedem a passagem de pedestres. Sem contar prédios que são construídos invadindo espaço do passeio público e automóveis que usam calçadas como garagens. E parece que o povo acha tudo normal. Parece que tendo a novela da “Grôbo” e as “loira gelada” está tudo bem. Não está tudo bem. O que é público pertence ao público, e não a particulares. Que se faça valer o Código de Posturas.
Fonte do Senhor
No passado, esse logradouro foi um dos mais frequentados da cidade. Era lá que a sociedade e o povo em geral passavam momentos agradáveis de lazer, em contato direto com a natureza. Hoje, virou reduto dos adoradores da Deusa Canabis. Além dos cuidados com a sua manutenção, é necessário um vigilante municipal. A Polícia Militar também poderia fazer rondas diárias no local, o que afastaria os desocupados, meliantes e queimadores da “erva maldita”.
Fonte da Saudade
Outro recanto que está a merecer maior atenção é a Fonte da Saudade, inaugurada em 1843. Ali foi o cenário da bela história de Porangaba e seu pai Turuçuçaba, resgatada pelo historiador Waldemiro Fortes. Com pouco gasto o local poderá ser revitalizado. Cuide-se de sua fonte, coloquem-se uns quiosques. Ah, sim, e um vigilante. Sem isso, os godos, ostrogodos e visigodos depredarão tudo.
Mendicância
Legiões de mendigos vem tomando conta de largos, praças e ruas de Iguape. Estão por toda a parte. Mexem com todo mundo. Fazem suas necessidades à vista de todos. Urinam. Evacuam. Transam. Todo mundo vê. Abordam mulheres casadas e solteiras. Sujam a cidade. Coisas desse tipo. Nada contra a mendicância. Existe em todo o mundo. Mas também existem limites. A partir do momento em que desocupados perturbam a ordem pública, abordam pessoas (mulheres, senhoras, adolescentes, crianças) e fazem propostas e comentários obscenos, é a hora de se tomar as devidas providências.
O Dia do Político Honesto
Em certa cidadezinha, cujo nome não vem ao caso, foi instituído o Dia do Político Honesto, uma brilhante proposta do edil Patápio Junqueira. Grande festa seria promovida na cidade, com a presença de famosos artistas e a participação de notáveis políticos. Todos os preparativos foram feitos com esmerado zelo e elevado senso cívico, afinal seria a data mais importante do lugar, maior até que a festa da Santa Padroeira.
O esforçado prefeito Benvindo Brigante mandara confeccionar até mesmo um reluzente troféu banhado a ouro, com o busto do senador Gervásio Bicão, ilustre varão da terra, que seria ofertado ao político que preenchesse todos os requisitos necessários: honestidade, dedicação aos interesses e respeito ao dinheiro públicos.
Bem se pode imaginar a repercussão que a instituição desse troféu causou nos meios políticos nacionais. Quem não gostaria de arrebanhar tão cobiçado troféu? Que político não desejaria ser escolhido o mais honesto do Brasil, com direito a comenda e tudo, instituída pela Venerável Ordem dos Cavaleiros Políticos Honestos?
E chegou a data tão esperada.
A cidadezinha foi invadida por gente de todo lado. Era jatinho do Congresso, era helicóptero da Assembléia, era automóvel de chapa branca. Nunca se vira tanto político junto, nem mesmo quando do enterro do senador Gervásio Bicão – esse venerando cavaleiro andante da moralidade nacional –, anos atrás.
Dentre os mais sérios concorrentes ao troféu e à comenda, uns acreditavam que seria escolhido o deputado Eslávio Creonte, que viera ao evento em vários helicópteros da Assembléia, acompanhado de cem amigos. Outros garantiam que o senador Prudêncio Dantas arrebataria o título, afinal tinha muitos amigos – trouxera quase duzentos em jatos do Congresso.
O governador Gusmélio Fonseca também era dos mais cotados, não obstante ter trazido ao evento somente cinqüenta amigos, que lotaram apenas quinze automóveis oficiais. As opiniões dividiam-se, os partidários desse ou daquele procuravam defender o retilíneo caráter e o elevado amor à causa pública de seu político preferido.
A missão do júri seria das mais espinhosas. As gorjetas e as promessas de emprego eram as táticas mais utilizadas pelos pretendentes, não que eles pretendessem comprar os jurados, isso não, apenas queriam demonstrar a sua admiração por esses homens tão sensatos, que tinham a incumbência de escolher o político mais honesto do país.
E chegou o final do dia.
A festa fora um espetáculo memorável; agora, era a vez de o júri decidir. As atenções todas se voltaram para o palanque da mesa julgadora. Os políticos continham a respiração, enxugavam o suor do rosto, a expectativa era geral. Finalmente, o presidente da mesa, após cumprimentar a todos os participantes, falou ao público. E, para o espanto geral, comunicou que o prêmio não seria concedido.
É que nenhum dos candidatos conseguira preencher os requisitos necessários…
(JORNAL REGIONAL, nº 811, de 6-2-2009)





















Fala Júlio!!!
Não é só em Iguape que isso acontece. Aqui em Campinas é a mesma coisa. Prá se ter uma idéia, no centro da cidade, é, bem próximo à grandes praças e grandes magazines, existem barzinhos que ocupam a esquina inteira e às vezes, até o quarteirão inteiro. Isso, quando não invadem as ruas c/ mesinhas e cadeiras p/ um chopp no final da tarde. Na rua 13 de Maio, a mais movimentada do centro comercial, o inferno fica por conta dos ambulantes, pedintes e barangas… pois é, meu amigo, muita dona que deveria ganhar a vida fazendo uma bela faxina ( e olha que uma diária aqui custa em torno de R$ 70,00) em um apto. de 2 dorms., fica se sujeitando à prostituição à plena luz do dia. Com relação à mendicância, trata-se de um problema do governo, e por aí vai. Torço pelo sucesso de vossa campanha. Acredito que, por se tratar de uma cidade pequena, porém de grande valor, Iguape consiga ser salva dos tubarões.
A prefeitura tem mais com o que se preocupar do que se incomodar com essas coisas que claro nos atrapalham e muito, eles tem que se preocupar em criar um lixão no Rocio, em fazer aquela besteira no meio da praça onde foi hiperfaturada, pra que se importar com as calçadas se não se importam com as ruas que estão acabadas, por falar em ruas, prestem tenção que onde passa esse prestador de serviço da Sabesp eles fazem os buracos e remendam as ruas de qqer forma deixando detonada..e os nossos vereadores querem toque de acolher, criam dia do maçon, criam qqer coisa, até ajudar o Ariovaldo nos processos parece que conseguiram, mas o que interessa não fazem nada, são incompetentes e vendidos..Povo acordem, Iguape só tera futuro qdo acabar essa historia de familias no poder, o tal de (berne e coxo)..Lamentavel
Não tem mais o que discutir. Esse assunto já está no código de posturas do município e em todas as outras leis. O que falta mesmos são “colhões” para fazer cumprir o que está determinado. Mas, também, os invasores deveriam saber que estão usando de um espaço que não é deles. São invasores e atrevidos.
Na realidade temos que apresentar as nossas idéias ao Legislativo e Executivo, para executar o que desejamos na discussão sobre esse assunto.
Tem em frente a sorveteria do Dito farinha uma placa colocada na calçada fazendo divbulgação de seus produtos. Tem o Nakamura que coloca caixas e pinos na rua e calçada pensando que pertencem a eles.
Tudo isso ocorre pq em Iguape nunca houve administradores publicos ou politicos de verdade.. nunca houve alguem com capacidade de se fazer cumprir o Codigo de Posturas da cidade… infelizmente todo este engodo de mais politicos vai continuar por pelo menos mais longos 4 anos, pois estes sao bons mesmo so pra fazer politicagem!
Iguape ha anos sucumbi a miseria e ao descaso, mesmo tendo uma incrivel vocacao turistica mas pouco aproveitada pelo despreparo dos nossos politicos, e’ isso ai, o povo tem o governo q merece!!
Tem a Maria Curruira que encheu a calçada com mesas e cadeiras; Tem a oficina do Salles que usa a calçada para arrumar carros. Tem o Shoydi perto do Alvorada que faz vitrine de suas mercadorias em cima da calçada. Tem o Panela Velha que colocou um enorme banco para os fofoqueiros ficarem reparando e falando da vida dos outros, que não seja a deles. Tem uma adega perto do varejão SM que coloca engradados na calçada; Tem o varejão SM cuja pastelaria fecha a calçada com bancos altos para seus freguezes. Tem o Supermercado Nova Vida que coloca compras a serem entregues fechando a calçada. No Irineu tateto foi construido um mitorio sobre a calçada. Na beira do Valo, em frente a casa da Mirian Thereza um fulano esticou a sua casa sobre a calçada. Tem mais ainda!
O atrevimento e o descaso é tanto que no Porto do Ribeira tem uma borracharia e uma oficina de moto em cima da calçada. E não é de agora! Tem uma loja chamada METHA perto da Casa da Sopa que faz vitrine de suas mercadorias na calçada. Tem um bar chamado Amarelinho que coloca cadeiras na calçada e e ainda fez um toldo para seus freguezes. Tem um vendedor de parabólicas em frente ao Estádio A. Mancio que faz garage para seu carro em cima da calçada. Tem dois pasteleros na subida do mercado que fecham as calçadas prá vender seus pasteis. Tem pizzarias na praça que fecham as calçadas com mesas e cadeiras. Tá cheio disso. Vamos mostrar mais ainda!
Muito bem lembrado a questão do espaço público.
O que mais me entristesse nessa cidade é a falta de atitudo dos nossos munícipes, para eles tudo pode.
Temos que mudar esse quadro.
Se a prefeitura agir, é possivel corrigir, outra cidades eram assim e hoje tudo mudou.
Vamos prigar pelo que é nosso.