Antigo caminho entre Iguape e Registro pode ser reconstruído.
Quando se pensa em desenvolvimento – no Vale do Ribeira e em qualquer ponto do globo -, implica em considerar as possibilidades de melhorias das condições necessárias para a consecução desse objetivo. Um ponto relevante é a capacidade de transporte da produção, a qual está diretamente ligada às condições das vias de transporte; noutro lado, somando-se às condições adequadas para transporte, têm-se melhor acesso às ofertas de serviços, principalmente daqueles ligados ao turismo.
Entre as razões que possibilitaram ciclos econômicos de média e longa duração, no município de Iguape, está o tipo de transporte e as condições das vias. Quando região portuária, o Canal do Mar Pequeno e a Barra do Ribeira, com profundidades adequadas, permitiam o acesso. A agricultura, por sua vez, possuiu bom escoamento através do Rio Ribeira, o qual foi, por alguns séculos, utilizado como hidrovia.
Uma das vias rodoviárias mais antigas e históricas do Rio Ribeira – trecho entre Registro e Iguape -, existe seguindo a sinuosidade do rio. Com algumas “bifurcações”, pelo antigo caminho seguia-se até Registro. O início dessa estrada antiga, observado pelo mapa, dava-se no bairro do Icapara; De lá, até a “Ponte dos Engenhos”; segue-se por um trecho hoje pavimentado – integra a SP-222 Biguá-Iguape -, até o ponto onde na SP222 inicia-se o que chamamos de “estrada do Peropava”; dalí, avançando então pela Estrada do Peropava, chega-se ao percurso que acompanha a sinuosidade do Ribeira, à direita do rio, e que nos levará a Registro.
Essa antiga rota está intransitável no trecho de Iguape; na parte que há no município de Registro, a precária manutenção ainda permite o tráfego. Grande parte da agricultura que havia na região está ligada (direta ou indiretamente) àquela via e, com isso, além do prejuízo social – muitas famílias de agricultores abandonaram a região -, há o econômico pela ausência de atividades. Com melhor acesso à Registro, onde há entreposto CEASA, uma parte significativa da produção pode seguir até lá ao invés de ficarem nas mãos de atravessadores que, costumeiramente, minimizam o preço pago ao agricultor.
A proximidade com o bairro do Jipovura, cuja existência e ocupação humana serviu de base para a distinção de Iguape como “Berço da Colonização Japonesa”, também é um bom motivo de caráter histórico pelo qual a estrada pode ser revitalizada.
As estradas sob administração dos municípios são muitas vezes lembradas nos discursos em palanques e esquecidas pelos governantes, como regra. Porém, o Governo do Estado de São Paulo divulgou, recentemente, que há 4 bilhões destinados a recuperação de estradas estaduais, vicinais e municipais. O caráter estadual da estrada é nítido, pois ela permitiria (se a mantivessem em condições) a ligação rodoviária entre Registro a Iguape. Espera-se, ainda, que esse ponto não seja desconsiderado.
Por e-mail consultamos a jornalista Sueli Correa, assessora de comunicação do representante do Vale do Ribeira na Assembléia Legislativa, a qual afirma “O deputado Samuel Moreira conseguiu que, pela primeira vez, o Vale do Ribeira fosse incluído num programa de pavimentação de estradas vicinais e, nessa primeira fase, serão asfaltadas ligações rurais entre Cajati e Eldorado, o acesso à Icapara pela ponte do Mathias, Barra do Turvo e Iporanga, entre outras. O deputado tem dito que o governo fará a segunda etapa de pavimentações e tem outras estradas que ele já reivindicou. Entre elas, consta em Registro ou a estrada do Peroupava (que liga Registro a Iguape, que é uma estrada belíssima, à margem do Ribeira) ou a Taquaruçu. Ainda segundo o que tem dito o Deputado, caberá as lideranças locais decidir qual das duas será pavimentada.”
Espera-se, desta forma, que “as lideranças locais” não percam a oportunidade de buscar pela pavimentação da estrada. Se pudéssemos por ela passar, o caminho para Registro seria encurtado em 28 km. Atualmente, a distância percorrida é de 85 km – quando seguimos pela SP222 passando por Pariquera-Açú -, e, pela estrada histórica, apenas 57 km. Nítido seria (ou ainda será) o impacto sobre as atividades econômicas regionais, em especial quanto ao turismo regional e à agricultura.

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Será bom que se abra a estrada velha prá Registro porque a nova ´não dá prá andá de tanto buraco. A arquibancada do carnaval está lá na praça. Dizem que vai ficar prá Via Sacra ao Vivo. Parece que não pagaram o aluguel ao dono. E não é dos baratos. O Som da Ilha recebeu o dêle e caiu fora deixando a arquibancada prá Molenga resolver. A praça principal da cidade vai mudar de nome: em vez de Praça da Basília vai chamar-se Praça das Corujas devido à grande escuridão. Passem por lá e vejam se enxergam alguma coisa. O maior pretume. Agora que a Molenga mudou de religião é que não arruma mesmo.