Aquicultura marinha em Ilha Comprida pode ser ampliado

O LANAM foi tema de reunião do Ministro Adjunto da  SEAP e o prefeito da Ilha Comprida, Décio Ventura; LANAM – Laboratório Nacional de Aquicultura Marinha produziu  cerca de 16 mil alevinos de Bijupirá nos dois primeiros meses desse ano

Ilha Comprida -  O prefeito Décio Ventura recebeu em seu gabinete no dia 18/02, o ministro adjunto da Secretaria Nacional de Aqüicultura e Pesca (SEAP), Dirceu Lopes; o coordenador de Maricultura da SEAP; Felipe Suplici, o coordenador de Infra-Estrutura; Wilson Abreu,  e a chefe do escritório estadual da SEAP, Leinad Ayer, para abordar o projeto de ampliação das atividades do Laboratório Nacional de Aquicultura Marinha (LANAM), instalado no Boqueirão Sul. Trata-se de um dos maiores empreendimentos da área de pescado do país.

ministro_da_pesca_na_ilha_-_21O prefeito Décio Ventura  destacou o grande interesse da Prefeitura na expansão dos trabalhos do LANAM para beneficiar pequenos, médios e grandes produtores da área pesqueira: ” O LANAM representa a diversificação da nossa economia. Não adianta termos atividades econômicas duas vezes ao ano. É preciso alternativas e LANAM é uma delas. Vai impulsionar nossa economia”, afirmou.

O ministro da Pesca Dirceu Lopes visitou o LANAM, analisou suas condições de instalação e anunciou novos investimento para esse ano no Laboratório. Ele também afirmou que a SEAP quer envolver as comunidades costeiras de pescadores e outros parceiros no processo de reprodução do Bijupirá e no trabalho com outras espécies de peixes. “Estamos satisfeitos  com o apoio que a prefeitura da Ilha Comprida dá ao projeto. Há uma demanda grande de peixe no Brasil e precisamos investir na produção de peixes em cativeiro”, afirmou.

Segundo o ministro, o Brasil já deu um salto no consumo de pescado de 6 kg para 8kg por habitante/ano e outra boa notícia é o aumento da demanda por pescado e seu consumo nos supermercados brasileiros. O ministro informou que os novos investimentos serão destinados a  reorganizar  o setor , promover a capacitação da equipe e produção de sementes. “Vamos trabalhar com a possibilidade de alavancarmos o Laboratório como fomento e desenvolvimento nacional”, disse. De acordo com o ministro, o Bijupirá é uma espécie rústica, de fácil manejo e com boa cotação: “Hoje, no mercado brasileiro, o bijupirá é o peixe que tem maior possibilidade de competir com o salmão chileno”.

LANAM detém a melhor tecnologia mundial de produção de alevinos

Reconhecido como o maior e mais bem equipado Laboratório de Aqüicultura Marinha da América Latina,  e dono da melhor tecnologia mundial de produção de alevinos em laboratório, o LANAM conta  com estrutura física de 1900 metros quadrados , onde estão instalados 28 tanques de grande porte, além de diversos tanques menores de fibra para cultivo de alimento vivo, microalgas e moluscos.

Resultado de parceria entre SEAP e Prefeitura da Ilha, a operacionalização do Laboratório conta com apoio da Fundação Primeira de São Vicente (FUNDASV), atual gestora da Unidade, responsável pela capacitação e  constituição do corpo técnico. Outro parceiro é a TWB – Fazenda Marinha, integrante do grupo TWB S/A, empresa privada que está investindo no cultivo de peixes marinhos offshore em Ilha Comprida, iniciando pelo Bijupirá.

O engenheiro Sebastião Andriello Neto, consultor da Prefeitura da Ilha Comprida, explica que, ao lado do Bijupirá, o Laboratório também tem condições de produzir alevinos de outros peixes marinhos como o Robalo, Cioba e Garoupa; sementes de moluscos como Vieiras e Ostras e outras espécies nativas com potencial para aqüicultura. Segundo ele, o LANAM produziu nos dois primeiros meses desse ano cerca de 16 mil alevinos de Bijupirá, e prosseguem os estudos e pesquisas em Unidades Demonstrativas, realizadas em  parceria com  a Universidade Rio Grande (RS).

3 respostas para Aquicultura marinha em Ilha Comprida pode ser ampliado

  1. Aproveito e comento sobre o bijupirá em cananéia .
    Só quem conhece a região pode falar claramente oque é e que pode ser feito sim .
    Ao contrario do amigo Ronaldo dias , Cananéia é sim um otimo lugar para a criação do cobia , pois a oxigenação e imensa a salinidade não me parece problema , pois a troca de agua no estuario é muito grande e o bijupira resiste a uma grande variação de salinidade .
    Um ponto a afrizar é a queda de temperatura nos meses de inverno , pois o biju e peixe tropical , acredito que com uma ração adequada estes 3 meses de frio passara muito rapido.
    Como toda criação muito cuidado deve se ter ,!!
    Lembrando lá atraz , um dia tbm foi muito dificil de criar gado, hj somos exelencia .

    Basta boa vontade dos governantes , e empresarios afim de oportunidades e boa mão de obra .

  2. O Biju pertence a especime dos pelágicos. Necessita de agua com muita renovação/oxigenação/salinidade. Cananéia não reune nehuma destas condições para sua criação (engorda). Por outro lado, há inúmeros problemas a serem resolvidos entre a fase laboratorial e, o tanque rede. Desde o equilibrio da produção/espaço, tamanho dos juvenis/malha da rede ( comatação); criadores e finalmente mercado. Quem já provou (comeu) Bijupirá? Ou Cóbia?. Muito suor pela frente.

  3. Essa parceria com aprefeitura na produção de alevino do bijupirá, será feito o aconpanhamento técnico na fase de engorda se o seap tem objetivo de finamciar pequenos projeto de engorda do bijupira com comunidade local para gerar emprego e renda para, para a tão sofrida colônia de pescadores obrigado

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