O Dia Internacional das Mulheres marca a luta por uma visão justa e igualitária da humanidade; singela homenagem que leva à reflexão e busca pelo “Ser Humano”, cujos elementos deveriam tratar-se de forma igualitária.
A palavra gênero é tomada, em geral, quando se pensa a sociedade, como diferenciação de sexo entre os seres daquela sociedade. Porém, a significação desse termo resta controversa sob o prisma biológico; em geral se diz, por exemplo “ocorrem espécies do gênero na Mata Atlântica” – gênero tal como “o grande grupo” e “espécie” como os indivíduos que compartilham entre si traços genéticos idênticos, comuns ao gênero.
Então, resta o alerta de que não deixa de haver erro em distinguir como gênero indivíduos que carregam funcionalidades sexuais distintas. Da “espécie do gênero Humano” – o homo sapiens -, o homem contemporâneo, observa-se no planeta duas formas predominantes de manifestação sexual biológica: o masculino e o feminino.
Os seres humanos, contudo, desde tempos inenarráveis procuram dominar-se uns aos outros; para tal, toda forma de coerção restou válida. Uma delas foi sobrepujar-se sobre os indivíduos de natureza feminina, vez que a força física é o primeiro dos instintos do sexo masculino do gênero humano.
Na antiguidade, em muitos pontos do globo, tal como na Ásia e no norte europeu, às mulheres era vedado o culto religioso. Na Idade Média, ou eram atiradas às fogueiras ou enclausuradas em conventos. Ainda na época atual, na maioria das religiões não é concedido espaço para manifestação ou liderança da mulher. Essa ainda é a marca presente do instinto mais baixo do Homem e utilizada frequentemente como prática social, para os machos sobrepujarem-se aos elementos do sexo feminino, e não restrita àquelas de carater religioso; está presente em todos os campos do agir humano.
A manifestação da vida (a perpetuação da espécie) é fator que deveria, ao menos em tese, deixar aos indivíduos do sexo masculino com débitos de gratidão às mulheres por toda a sua existência – e vice versa! Por outro lado, a era atual mostra cada vez mais a força da sensibilidade, a sutileza, a flexibilidade, tenacidade, benevolência, atenção e intuição — qualidades que as mulheres possuem em abundância. Daí decorre: ou se dá mais poder de decisão às mulheres, em busca de harmonia, ou se leva o mundo a discórdias ainda maiores; outro raciocínio (um tanto sagaz, demasiado), é que os masculinos procurem desenvolver mais ‘características psicológicas femininas’ para que qualquer busca pela totalidade do Ser Humano, ao menos comportamental, seja plenificada com a necessária igualdade visando a paz entre os indivídios humanos.
Sobre a origem do Dia Internacional das Mulheres (*)
1857 ► Em Nova Iorque, trabalhadoras do setor têxtil faziam um protesto contra os baixos salários, contra a jornada de trabalho de 12 horas e o aumento de tarefas não remuneradas, quando a polícia desencadeou uma brutal repressão. Muitas jovens operárias foram presas e algumas esmagadas pela multidão em fuga.
1908 ► Na mesma data, mas e1908, operárias da fábrica têxtil ‘Cotton’ declararam greve em protesto pelas condições insuportáveis de trabalho. Na sequência, ocuparam a fábrica e o patrão fechou todas as saídas e incendiou a fábrica. Morreram queimadas as 129 trabalhadoras que estavam lá dentro.
Em 1917, na Rússia, entre os dias 5 a 8 de março, mulheres russas amotinaram-se devido à falta de alimentos, causada pela participação do país na 1ª Guerra Mundial. A rebelião teria sido um dos acontecimentos fundamentais que culminariam com a Revolução Bolchevique de Outubro.
A escolha do dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher tem origem controversa. Não há, entre os historiadores, um consenso sobre o fato que marcou a data. Mas, seja qual for a versão (as três acima estão entre as mais citadas), os objetivos que levaram à criação do Dia Internacional da Mulher são os da emancipação feminina, da igualdade de direitos, da justiça e da liberdade.
A primeira proposta de criar um dia em homenagem às mulheres foi feita pelo Partido Socialista norte-americano em 1909. No ano seguinte, durante a Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada em Copenhague (Dinamarca), Clara Zetkin propôs a criação oficial do Dia Internacional das Mulheres, para celebrar a luta de resistência da mulher proletária. Na época, em todos os países industrializados havia diversas manifestações pelo direito de voto e fim da discriminação feminina. A luta pela igualdade ganhou força com a Carta das Nações Unidas, o primeiro acordo internacional dos direitos humanos, assinada em 1945.




















