Projeto de Ecoturismo beneficiará seis unidades de conservação da Mata Atlântica
Sete Barras – Apontado como uma das principais vocações do Vale do Ribeira, o ecoturismo deve dar importante passo com o Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica, iniciativa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente com financiamento de 9 milhões de dólares do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Na última sexta-feira, 27/03, a prefeita de Sete Barras, Nilce Ayako Miashita, a secretária municipal de Educação, Cultura, Esportes e Turismo, Maria Conceição Dória, e o representante do setor de turismo da Prefeitura Daniel Ishikawa, participaram na sede do Parque Estadual Carlos Botelho, em São Miguel Arcanjo, da “Oficina de Planejamento Participativo para execução do Plano Estratégico de Formatação da Cadeia Produtiva de Pólos Ecoturísticos”.
O objetivo do encontro foi levantar, discutir e registrar necessidades de capacitação e profissionalização turística, no âmbito do Plano Estratégico de Estruturação da Cadeia Produtiva, com atenção aos temas ligados direta e indiretamente ao ecoturismo e no foco de atuação dos empreendimentos instalados no entorno do Parque. Foram convidados para participar da Oficina, empresários e representantes de várias instituições do entorno do Parque. As informações levantadas irão compor o relatório que servirá de subsídio para a definição das ações necessárias para as capacitações, previstas no Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo.
O gestor do Parque, José Luiz Camargo Maia, informou que está aberto o processo de licitação para construção de um restaurante e uma pousada no Núcleo de Sete Barras do Carlos Botelho. As propostas deverão ser entregues até o dia 28 de abril no Departamento de Administração da Secretaria do Meio Ambiente – maiores detalhes podem ser obtidos no site da Secretaria (www.ambiente.sp.gov.br). A construção do restaurante e da pousada faz parte das estratégias do Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica, que beneficiará seis unidades de conservação, cinco delas no Vale do Ribeira: além do Carlos Botelho, também serão atendidos o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, Intervales, Caverna do Diabo e Turístico do Alto Ribeira (PETAR); no litoral norte, o Parque Estadual de Ilhabela. O Projeto tem duração de quatro anos.
Para a prefeita Nilce Miashita, os investimentos no Núcleo do Parque em Sete Barras representam a oportunidade de explorar o ecoturismo de forma organizada, aproveitando o potencial ambiental do município para a geração de emprego e renda. “Somos privilegiados pela rica biodiversidade, mas ainda não conseguimos explorar esse potencial de maneira a contribuir com o desenvolvimento econômico. Com apoio e fiscalização do Estado, a iniciativa privada pode alavancar o setor sem prejudicar o meio ambiente”, analisa a prefeita Nilce. Na reunião com o gestor do Parque, ela também reivindicou que seja aproveitada mão de obra local na construção do restaurante e da pousada.
Um dos principais objetivos do Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo é consolidar o turismo sustentável como forma de desenvolvimento socioeconômico regional, aliado à estratégia de conservação da natureza. Para isso, tem como ações estratégicas:
1. Estruturar e promover serviços e atividades de lazer para a visitação pública em Parques Estaduais, incrementando seu potencial de atração para diferentes públicos;
2. Apoiar a consolidação de uma cadeia de serviços turísticos no entorno dos Parques, com a participação das comunidades locais;
3. Fortalecer a gestão pública para o ecoturismo nas Unidades de Conservação, por meio de capacitação de pessoal, estabelecendo normas de controle e regulamentação da atividade turística.
Com base nas diretrizes estabelecidas em estudos sobre os mais importantes aspectos da atividade turística e de gestão das unidades de conservação, os investimentos incluem a revitalização ou construção de equipamentos para a prática de atividades ecoturísticas, tais como trilhas terrestres, trilhas suspensas, mirantes, centros de interação ambiental entre outros, como também a melhora e/ou ampliação de meios de hospedagem, serviços de alimentação, venda de artesanatos e outros serviços turísticos.
Para garantir a efetividade destes investimentos o Projeto prevê a re-organização do setor público para permitir o planejamento e a gestão do ecoturismo em unidades de conservação de forma efetiva, e investirá na melhoria da capacidade dos Parques no atendimento ao visitante. Além disso, ações de assistência técnica e capacitação para empreendedores e comunidades locais organizadas e parcerias com o setor privado para a prestação de serviços de ecoturismo nos parques, são instrumentos importantes para geração de renda e incremento para o desenvolvimento regional.
Criança Ecológica
Durante a reunião da última sexta-feira, 27, também foi apresentado o Programa Criança Ecológica. Criado pela Secretaria do Meio Ambiente, o programa quer despertar atitudes de preservação do meio ambiente nas crianças e segue quatro agendas que abordam diferentes assuntos: verde (fauna e flora), azul (água), cinza (poluição) e amarela (aquecimento global e educação para a vida).
No interior do Estado, o Programa contará com o Projeto Floresta Legal, que atenderá crianças na faixa etária de 8 a 10 anos com visitas a 29 Unidades de Conservação, onde terão atividades lúdicas e interativas. Ao final das visitas, os visitantes receberão um certificado com o texto no verso do “juramento da criança ecológica” e senha de acesso para avaliação no site e download da carteirinha de “Amigo da Floresta”. As crianças também receberão um livro intitulado “Criança Ecológica – Sou dessa turma” – e poderão fazer download das atividades e materiais pedagógicos disponíveis no site http://www.criancaecologica.sp.gov.br/.























