Eventos no Vale do Ribeira, nesta sexta (22), incluíram o lançamento de campanha contra exploração sexual de crianças e adolescentes; estiveram presentes o Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Guimarães Marrey, e diretor executivo do Itesp, Gustavo Ungaro.
Nesta sexta, dia 22, o Vale do Ribeira passou a ter formalmente mais duas comunidades quilombolas; são elas Cedro e Ribeirão Grande / Terra Seca, beneficiando 100 famílias e elevando para 24 o número de quilombos reconhecidos no Estado de São Paulo. Na mesma ocasião foram entregues títulos de propriedade a famílias residentes nos municípios de Jacupiranga (176 famílias), Registro (68 famílias) e Cajati (38 famílias).
O anúncio do reconhecimento e a entrega dos títulos ocorreram durante a visita do secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey, do diretor executivo do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Gustavo Ungaro, e da coordenadora do Núcleo de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), Anália Belisa Ribeiro, que lançam no Vale a Campanha contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, criada pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, com apoio do Itesp. A ação é resultado de uma ação conjunta do Governo do Estado de São Paulo, Governo Federal e parceiros ligados ao tema.
Na ocasião, o Itesp – órgão responsável pelas comunidades remanescentes de quilombos paulistas – apresentou uma cartilha para orientar e combater o tráfico de seres humanos nas comunidades quilombolas. A cartilha traz a história da jovem Luanda, personagem que sai do seu quilombo em busca de seus sonhos e descobre que foi enganada, caindo na miséria e na prostituição.
Dados mostram que o tráfico de pessoas é uma prática criminosa que movimenta anualmente, em todo o mundo, cerca de 8 bilhões de dólares, só perdendo em lucratividade para o tráfico de drogas e o contrabando de armas. A maioria dos casos (92%) relaciona-se com a exploração sexual: as principais vítimas são mulheres e crianças carentes.
Entre as instituições que apoiam e atuam em conjunto com os órgãos do Estado que promovem a Campanha do enfrentamento ao tráfico de pessoas, está a UNISA – Universidade de Santo Amaro. Os alunos do curso de Publicidade e Propaganda Pólo Registro da UNISA desenvolveram peças de campanha com o slogan “TRÁFICO DE PESSOAS – NÃO ALIMENTE ESSE MERCADO”, que envolvem “jingles”, cartazes, e CDs contendo imagens da peça de publicidade da campanha para inserção nos PCs das lan-houses do Vale do Ribeira. Os materiais foram apresentados no auditório do KKKK, às 10 horas, como parte da programação dos eventos do dia.























