PETAR comemora 51º aniversário com avanços na consolidação do ecoturismo

Fachada do Centro de Interação Ambiental do PETARA inauguração do Centro de Interação Ambiental marcou as comemorações do aniversário do Parque Estadual do Alto Ribeira (PETAR). O Centro é composto por auditório para capacitação, lanchonete e loja de venda de artesanato (gerenciados por associações de moradores do entorno do Parque) e salão de exposições e sua construção custou R$ 1,1 milhão de recursos do governo de São Paulo e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) dentro do Projeto de Ecoturismo da Mata Atlântica e do Programa Trilhas de São Paulo.

Parte superior é destinada a exposições e,  no primeiro piso, ficam o auditório, a lanchonete e a loja de artesanato que são gerenciadas por moradores do entorno do PETARDurante a solenidade, após assinar protocolo de intenção para operacionalização da Base do Capinzal de Guapiara e autorizações para uso da lanchonete e da loja de artesanato por associações de moradores do entorno do PETAR, o diretor executivo da Fundação Florestal, José Amaral Wagner Neto, afirmou que o papel do Estado “é gastar bem gasto os recursos público e esse é um exemplo”, referindo-se ao Centro de Integração. Ele avaliou também que a Unidade de Conservação entre cercas e grades não deu certo porque não completou sua missão que é ser usufruto da sociedade. “A Fundação Florestal era a mãe que cuidava de um filho único: o Parque Intervales (entre Sete Barras e São Miguel Arcanjo). Hoje temos que cuidar de 92 unidades e só foi possível aceitar esse desafio porque tinha gente qualificada. Passaram-se dois anos desde que assumimos e estamos conseguindo avanços significativos com esse capital humano”, afirmou.

Segundo Neto, uma das metas é que toda unidade de conservação tenha um conselho consultivo. No PETAR, entre outras decisões, o Conselho definirá onde será aplicado o dinheiro da bilheteria. Ele desafiou o chefe do Petar, Fábio Thomaz, a entregar no aniversário do próximo ano o Plano de Manejo do parque. Ele falou ainda do trabalho que a Fundação está desenvolvendo com os extratores ilegais de palmito, oferecendo-lhes alternativas de trabalho e renda. “Queremos chegar aqui no ano que vem e dizer que conseguimos fazer alguma coisa que vai sinalizar o caminho do futuro”, concluiu.

Também estiveram na solenidade o deputado Samuel Moreira, o prefeito de Guapiara, Flávio de Lima; o chefe do Petar, Fábio Thomaz; Anna Carolina Lobo, gerente de ecoturismo da Fundação Florestal; Clayton Ferreira Lino, presidente da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica ; e Ari Mendes, vice-prefeito de Iporanga.

Situado nos municípios de Iporanga e Apaí, o PETAR concentra o maior número de cavernas do Brasil, com mais de 300 cadastradas e doze abertas à visitação.

A abertura do Centro de Interação Ambiental foi marcada por exposição de fotos “Trilhas do Olhar”, do fotógrafo Malouh Gualberto.
Após a solenidade, ocorreram apresentações de danças típicas, de música do Projeto Guri e foi oferecido aos presentes um coquetel com comidas típicas da região, incluindo bolos e sucos feitos com a semente do palmito jiçara.

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