Estiveram presentes as principais autoridades municipais
Na manhã do último sábado, 12 de setembro, foi realizada em Ilha Comprida uma audiência pública sobre o projeto da Petrobras, denominado Teste de Longa Duração (TLD) nas áreas de Tiro e Sídon, no bloco BM-S-40 da Bacia de Santos.
O teste é o primeiro passo para a futura extração de petróleo na região. O encontro, realizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) teve como objetivo promover a discussão do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA) do TLD nas áreas de Tiro e Sídon. As áreas de Tiro e Sídon localizam-se a cerca de 210 quilômetros de Iguape e Ilha Comprida, na porção sul do litoral do estado de São Paulo.
Com volumes recuperáveis estimados em cerca de 150 milhões de barris de óleo equivalente de boa qualidade, suas descobertas foram anunciadas pelo Petrobrás em 2008. O evento aconteceu no Iate Park Hotel, Balneário Britânia. Foi relatado que até o final de 2010 / início de 2011, a produção de gás da Bacia de Santos deverá atingir 30 milhões de m3/dia. Em 2011, a produção de óleo já deverá alcançar 100 mil bpd, com expectativa de contínuo crescimento. Cerca de US$ 18 bilhões devem ser investidos em exploração e produção nos próximos 10 anos. Os cinco pólos da Bacia devem ter 14 plataformas de produção.
O prognóstico da Petrobras é de que na região, que abrange Ilha Comprida, Cananéia e Iguape, não haja impactos negativos, pois há distância considerável da área de extração do petróleo, a Bacia de Santos. Por outro lado, a região será beneficiada pelas entradas de Royalties das extrações e conseqüente aquecimento da economia local, ocasionado pela demanda que as equipes técnicas da Petrobrás deverão trazer. Esses fatores vão gerar por aqui o que se chama de impacto positivo.
Nota do Editor:
A Petrobras pretende iniciar em outubro o teste que tem como objetivo obtenção de dados para o planejamento e implantação dos projetos definitivos na área.
O sistema de produção será composto pela semissubmersível Atlantic Zephyr (SS-11), da Petroserv, e o FSO Avaré, que pertence à Transpetro. As unidades serão remanejadas do campo vizinho de Coral, que foi descomissionado recentemente.

O TLD será realizado em um poço de cada vez, iniciando a atividade no 1-SPS-056 (Tiro) e em seguida no 1-SPS-057 (Sidon). A SS-11 será ancorada sobre a localização do poço que ela estiver produzindo. Dutos de produção e controle interligarão os poços à plataforma. O FSO será ancorado entre os dois prospectos.
O cronograma da Petrobras prevê que o TLD será realizado ao longo de 32 meses.O óleo será estocado no FSO Avaré por um período de 15 dias, sendo, posteriormente, transferido por navios aliviadores. O navio tem capacidade para armazenar até 188 mil barris de óleo.
A plataforma SS-11, que está passando por obras de modernização para a realização do TLD, tem capacidade para produzir 20 mil barris/dia de óleo e comprimir 480 mil m³/dia de gás natural. A Petrobras pretende queimar 93 mil m³/dia de gás natural.
O Porto da Petrobras em Itajaí (SC) será utilizado como base logística para as operações no BM-S-40. O aeroporto de Navegantes servirá como base para transporte aéreo.
A Petrobras chegou a analisar a viabilidade técnica de utilizar um FPSO para a realização do TLD, mas decidiu pela atual sistema pela diminuição do tráfego de navios aliviadores, já que o FSO Avaré possui condições de armazenar óleo por até 15 dias.
Os reservatórios de Tiro e Sidon são do tipo arenoso e estão situados a aproximadamente 2.060 m de profundidade. O BM-S-40 está localizado a cerca de 200 km da costa de São Paulo, em profundidade de 274 m. A Petrobras estima que a área tenha 150 milhões de barris de óleo equivalente (boe) recuperáveis
























A descoberta das acumulações de óleo de Tiro e Sídon, no sul da Bacia de Santos é uma dádiva.
Gostaria que alguem cita-se o que os politicos locais estão pleiteando com os recursos.
Já vi que em alguns casos são ejetados gases nocivos (carbono) que afetam o meio ambiente como forma de pressionar o petroleo a sair substituindo o petróleo por este tipo de gas.
A extração do oleo o do gas deixarão um vacuo sob a crosta ,no fundo do mar.Sobre esta crosta existe uma lamina de agua de cerca de 2000m que se multiplicam por milhões de metros cubicos de agua que por sua vez representam uma massa de energia incomensurável.Pode ser que depois de alguns anos o vacuo deixado pela extração do oleo/gas provoque o desabamento daquela crosta o que provocaria um desnivel e um “solavanco” na massa de energia provocando uma tsunami.Tomara que eu esteja errado,mas porque ninguem fala nesta possibilidade?
Será que vai sobrar algum dinheirinho pros nossos vereadores. A teta do pedagio está secando. O pouco que arrecada não se sabe pra onde vai!