Depois de comprovada fraude na denúncia que pedia a C.I.P, a vereadora, Maria Inês Cavalcante, será representada judicialmente por ter induzido e forjado a denúncia e assim ultrapassado a inviolabilidade como vereadora, atribuindo acusações ao prefeito sem provas contundentes.
Os vereadores de Juquiá decidiram por 7 votos a 1 pelo não recebimento de denúncia que solicitava a instauração de uma C.I.P – Comissão de Inquérito Processante contra o Prefeito Merce Hojeije. A análise e veto ao andamento da CIP ocorreu na última sessão da Câmara Municipal, dia 21 de setembro, quando foi concluído que não havia sustentabilidade no processo apresentado.
A conclusão apontou ainda que houve “má fé” e “armação” na elaboração da denúncia feita por uma cidadã de Juquiá. De acordo com o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, a denuncia estava formalmente em ordem, só por isso o parecer foi aprovado mas, foi constatado que ouve uso de “laranja” no processo, com objetivo de usar a denúncia como arma política . A própria denunciante, Onilda Pereira de Lima confirmou em depoimento que quem redigiu a denúncia para ela assinar foi a vereadora Maria Inês Cavalcante, do PMDB. “É inaceitável usar as comissões para fins demagógicos, com único intuito de levar à desonra os inimigos políticos. Não devemos concordar com essa atitude, pois se aceitarmos isso, qualquer um pode criar um fato mentiroso contra qualquer vereador, somente para pedir a instalação de uma CIP”, ressaltou o vereador Renildo de Oliveira Costa, relator da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara Municipal de Juquiá.
A vereadora Maria Inês negou as acusações e disse nunca ter conversado com a denunciante e que a mesma estaria mentindo. Questionada mais uma vez, a vereadora afirmou que era inverdade o que a denunciante falava. “Ela é mentirosa”, disse Maria Inês. Novamente indagada pelo vereador Renildo se a denúncia também era mentirosa, a vereadora afirmou que sim. A vereadora Maria Inês mesmo confirmando que a denuncia era mentirosa, votou a favor da CIP.
Votaram contra a instalação da C.I.P os vereadores Renildo, Alemão, Ercias, Paulo Bezerra, Marcio, Dr. Licio e Tuchê. “As provas apresentadas durante a sessão derrubaram a tentativa de instalação de um processo totalmente sem fundamento”, frisou o vereador Renildo.
O prefeito Merce Hojeije declarou que desde o início das acusações sempre esteve tranqüilo em relação ao resultado porque sabe que em nenhum momento houve por parte da administração pública qualquer tentativa de irregularidade. “A verdade apareceu, assim como aparecerá em todas as ocasiões e é nela que eu acredito. Não seria possível uma atitude irresponsável como dessa vereadora manchar o nome de uma pessoa que há tantos anos trabalha honestamente e preza acima de tudo pela integridade de seus atos e imagem de seu nome e de sua família. A justiça foi feita e espero que esse caso esteja encerrado porque temos muito trabalho pela frente”, disse o prefeito Merce Hojeije destacando ainda que a vereadora Maria Inês será representada judicialmente por ato criminal, por ter ultrapassado os limites da inviolabilidade do vereador, atribuindo acusações ao prefeito, sem provas contundentes.




















