Dia C de combate ao Caramujo Africano na Ilha será no sábado 27/02

Unidades de Saúde da Ilha distribuem até sexta 26/02 sacos plásticos e luvas para a população realizar a cata do caramujo. O dia da coleta será no sábado, das 7 às 14 horas, nas unidades de saúde da família e na URA.

Ilha Comprida – O Departamento Municipal de Saúde da Ilha Comprida convida a população a participar do Dia C de combate ao caramujo africano, programado para este sábado 27/02, entre as 7 e 14 horas, nas unidades de saúde da família e na Unidade de Referência e Apoio (URA), antiga UBS. A campanha de sensibilização começou na segunda-feira 22/02 e prossegue até a sexta 26/02 em todas as unidades de saúde do município. Nesse período, os profissionais realizam campanhas de orientação sobre os riscos de doenças provocadas pelo caramujo e distribuem sacos plásticos e luvas para a cata do molusco.

O caramujo africano tanto pode ser uma praga agrícola porque devora plantações, pomares e grãos armazenados, como pode se tornar um sério problema para a saúde pública. A espécie é capaz de transmitir um verme nematóide ao homem, o angiostrongylus, causador da
angiostrongiliase meningoencefálica, que afeta o sistema nervoso central com extrema gravidade. Os sintomas da doença são: cefaléia severa, rigidez de nuca, formigamentos diversos, paralisias temporárias e febre baixa. O verme também pode alojar-se no olho e causar desde distúrbios visuais permanentes até a cegueira. A transmissão da doença ocorre por intermédio do consumo de alimentos contaminados pelo muco do caramujo ou pela ingestão direta do molusco.

Não existe “veneno” para essa espécie. Para exterminá-lo, é preciso fazer a catação manual dos caramujos. Mas atenção: não toque os caramujos com as mãos. Use luvas ou sacolas plásticas. Coloque-os dentro de um recipiente com cal virgem e, após duas ou três horas – deposite-os em sacos de lixo para serem levados pela limpeza pública (nunca deposite-os vivos no lixo doméstico pois se proliferam em lixões e aterros sanitários). Também é preciso evitar que as cascas ocas se tornem criadouros para larvas do mosquito da dengue.

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