A Prefeitura de Registro por meio de um convênio com o Governo Federal está finalizando a recuperação de 22 estradas rurais do município. “Atualmente, 95% das obras nas estradas rurais estipuladas pelo projeto, receberam a execução dos trabalhos de recuperação. A Jorcal, empresa responsável pelas obras está prestes de finalizar os serviços nos trechos que englobam o convênio, faltam poucos trechos, e a Prefeitura ao longo do período está intensificando as obras nas estradas”, conta o chefe de execução do departamento de obras da Prefeitura, Marcos Rogério Diniz.

O repasse de R$ 1,5 milhão para este trabalho foi liberado no final de 2010 quando foram previstas três linhas de ações que compreendem cerca de 300 quilômetros recuperados Km; Recuperação das estradas rurais (R$ 1.236 milhão) e o valor restante nos serviços de drenagem nas áreas rurais e na construção de três pontes nos bairros, uma em cada, nos bairros: Morro Seco, Ribeirão Vermelho do Motta e no Areias (em execução). No total em Registro, são 740 quilômetros de estradas rurais.
Desde 2010, ano que na cidade de Registro foi decretado estado de calamidade pública por conta das fortes chuvas que atingiram a Região, a Prefeitura, por meio do Departamento Municipal de Obras, vem trabalhando para a recuperação das estradas rurais do Município. Registro foi o primeiro Município a enviar projeto licitatório para o Governo Federal, por meio do Ministério da Integração Social. Com isso, conseguiu preços mais convidativos para a execução das obras. “Conseguimos desta maneira, um preço por quilômetro abaixo do mercado, o que possibilitou maior quantidade de trechos realizados”, afirma Diniz.
O projeto das obras nas estradas rurais foi elaborado pela Assessoria Técnica de Planejamento e Desenvolvimento (ATPD) e o pedido de recursos para recuperação foi feito para o Ministério da Integração Nacional, pelo Conselho Nacional de secretários de Estado da Administração (Consad), à Defesa Civil, para todos os municípios que estavam em estado de calamidade pública da Região naquela época. Marcos Rogério Diniz diz que além do investimento vindo por meio do Governo Federal, a Prefeitura agregou recursos nas obras por conta da falta de licenciamento ambiental (na época) de cascalheiras no Município.
A cascalheira forneceria matéria-prima para a execução das obras, o que diminuiria os custos e transporte, dinamizando o andamento das obras e desonerando os cofres públicos. “Tínhamos um período para utilizar cinco cascalheiras em nível emergencial, mas o atraso do investimento nos fez perder o prazo de licença de uso da cascalheira. Para ganhar tempo na execução dos trabalhos, fizemos uma alteração técnica no projeto e iniciamos o trabalho sem o cascalho. A Prefeitura investiu recursos próprios na compra de materiais de ótima qualidade”, informa o engenheiro florestal. Ele ainda explica que a substituição dos serviços de drenagem nas estradas por cascalhamento garante maior qualidade e durabilidade dos trabalhos de recuperação. “Esta escolha técnica trouxe melhoria substancial em nossas estradas”, relata Diniz.
Moradores das áreas rurais comprovam as melhorias nas estradas, como é o caso do Sr. Josué, que tem propriedade em torno da estrada do Baissununga há mais de 18 anos. Segundo ele, nunca viu um trabalho tão bem feito como os que foram realizados na estrada. Em sua recuperação está sendo utilizado material reforçado, capa de rocha, para o aterramento. “Na estrada Ribeirão Vermelho do Motta, há oito anos por lá só passava trator. No local foi utilizado material reforçado, por ser um brejo, e executados serviços além do contratado”, informa o engenheiro Marcos Diniz.
De acordo com o diretor da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR), Ivan Hasegaw, também produtor de banana, que diariamente utiliza as estradas, como a do Capinzal para o escoamento da sua produção, no geral ele avalia que as estradas rurais do Município estão conservadas. “Dificilmente encontro pessoas que reclamam sobre as condições das estradas de Registro”, informa o diretor.
A estrada rural Jurumirim/Guaviruva foi o primeiro local que recebeu a recuperação, mas por conta da falta do cascalho teve seus trabalhos comprometidos. Lá, foram refeitos os serviços com revestimento de resíduo de asfalto, doado pela concessionária da BR-116. “Hoje, essa estrada é exemplo do bom resultado da escolha técnica de se investir no cascalhamento das estradas”, declara o engenheiro Marcos Diniz. O vereador Marcos Portela que esteve numa quermesse no bairro Jurumirim, no último fim de semana, afirma ter recebido vários elogios sobre as condições das estradas. O Sr. Manoel, que mora há muito tempo no bairro, acompanhou de perto as obras e agora se beneficia das boas condições da estrada.
Ainda no Jurumirim/Guaviruva, a moradora Cleusa Regina da Cruz Batista conta que seu esposo, produtor de plantas ornamentais que comercializa sua produção para São Paulo tinha dificuldade em transportar sua produção. “As condições da estrada melhoraram bastante”, conta a moradora.
O professor José Eraldo Paiva, que há 36 anos mora próximo à estrada Boa Vista Estrada, relata que há mais de 10 anos não se fazia reparos no local, e em trechos no interior do bairro. “Atualmente, as estradas estão bem melhores, trechos que estavam intransitáveis agora já é possível o tráfego dos caminhões de plantas de alguns produtores”, diz Eraldo.
No Indaiatuba, o Sr. Paulo Pinto, pecuarista e bananicultor, afirma e aprova a execução dos trabalhos de recuperação das estradas rurais, inclusive nos lugares críticos, não apenas no seu bairro, mas em vários outros onde tem contato com outros produtores. “Todos os locais que foram prometidos recuperar foram feitos. A estrada do Capinzal, por exemplo, está muito boa”, relata o produtor.




















