Investigações sobre “Máfia do BNDES” citam Iguape

Os membros do grupo investigado pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza - acusados de usarem contatos e influência para obter financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com pagamento de propina -, citam nos grampos ações em pelo menos 20 cidades, todas paulistas.

Segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, a Procuradoria da República em São Paulo já pediu investigação à Justiça Federal em 9 cidades: Caieiras, São João da Boa Vista, Itapira, Conchal, São Sebastião da Grama, Nova Odessa, Praia Grande, Itu e Guarujá. As gravações apontam ainda contatos em outros 11 municípios: Atibaia, Jarinu, Cubatão, Pariquera-Açu, Guarulhos, Cananéia, Francisco Morato, Jundiaí, Iguape, Peruíbe e Paraíso, que poderão em breve serem investigadas por haverem indícios de facilidades em troca de propina. São contatos com prefeitos, vereadores e assessores, ou sondagens com funcionários das prefeituras. Quando procurados, prefeitos, vereadores e assessores negam qualquer irregularidade. clique para ler ►

De acordo com o jornal, o então assessor do deputado Roberto Santiago (PV), José Brito de França, exonerado do cargo após as denúncias da PF, peregrinou por diversas prefeituras paulistas. Em Francisco Morato, na Grande São Paulo, ele propôs um contrato de iluminação pública para Joel Aquino, assessor da prefeita Andrea Pelizari (PSDB).

Complica-se situação de Paulinho

Em outra reportagem, o “Estado” afirma que Moura abria portas de repartições públicas e gabinetes de autoridades estaduais, municipais e federais dando como referência sua estreita ligação e amizade com o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP).

Segundo o jornal, ele entregava a seus interlocutores sempre o cartão de apresentação, no qual se identifica como assessor de gabinete do deputado. Seu endereço de trabalho, que consta do cartão, é o gabinete 217 do Anexo 4 da Câmara. É o gabinete de Paulinho. Telefone para contato e número de fax que ele dava em suas andanças pelo poder são os da sala do parlamentar.

Procurado pelo “Estado”, o deputado nega relação com os desvios no BNDES e diz que já fez de tudo para provar sua inocência e ainda será visto como vítima. Seu advogado, Antonio Rosella, indignou-se: “é loucura, um absurdo” imputar a Paulinho envolvimento com o esquema desmascarado pela Operação Santa Tereza.

As informações são do jornal “O Estado de S.Paulo”.

One Response to “Investigações sobre “Máfia do BNDES” citam Iguape”

  1. Mas não é de duvidar que tenha acontecido trafico de influencia do governo municipal com esse banco oficial. Tudo é possivel. O importante é saber para onde foi o dinheiro no meio de tanta corrupção, inclusive daqui, como se pode ver pelo envolvimento dos nosso politicos com a Justiça.

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