“Proposta de Iguape” para Jureia em discussão na Câmara de Iguape

No próximo dia 10 de abril, 19h30, discutirá o Projeto de Lei 60- 2012, proposto pelo Governo do Estado de São Paulo que reclassifica a Estação Ecológica da Juréia. Moradores da Jureia e outros munícipes interessados debaterão sobre a área de preservação permanente “congelada”, que será ampliada a depender desse projeto, em mais 127 mil hectares. Associação de Moradores da Jureia oferece alternativa em Substitutivo protocolado na Assembleia Legislativa.

 A discussão terá como base  a comparação entre o PL 60-12, do Governo do Estado, e o Substitutivo nº 2, ao PL governamental, protocolado na Assembléia Legislativa.

Saiba mais sobre a “Proposta Iguape” sobre a Estação Escológia da Jureia

de Arnaldo Neves

Entre as décadas de 50 e 80, o município de Iguape tinha cerca de 8 industrias de caixeta, madeira utilizada para fabricação de tamancos, saltos de sapato e lápis. Essas indústrias geravam cerca de 450 empregos diretos (maldonado). Em 1.970, Iguape era o maior exportador do palmito em conserva da América Latina (CACEX). Eram 7 indústrias que geravam cerca de 1.000 empregos diretos e indiretos. Iguape vivia de manejo de recursos florestais nativos, exatamente o que se faz na Amazônia hoje.

A criação da Estação Ecológica da Juréia (1.986) criminalizou as nossas atividades de manejo florestal e Iguape foi retirada do cenário das iniciativas de desenvolvimento sustentável.
As Estações Ecológicas são reservas florestais que não podem ter a presença do ser humano, muito menos suas atividades econômicas.

Perdemos 1.500 empregos, gerou exclusão social e o pior, estabeleceu-se um processo de clandestinidade que levou o palmito juçara a ser incluído na lista de espécies em extinção.

Em 1.970 foi proposta a construção de usinas nucleares em Iguape na Juréia em Iguape. Foi desapropriada uma área de 24.000ha.

Em 1.986. foi criada a Estação Ecológica da Juréia. Foi desapropriada uma área de 79.000ha.

Agora, em 2.012, o Governo do Estado de São Paulo, propõe, por meio do Projeto de Lei nº 60/2012, a criação do Mosaico de Unidades de Conservação da Juréia. Sera desapropriada uma área de 127.000ha.

Somando-se com a área da Estação Ecológica de Chauás é cerca de 50% de Iguape. São mais de 130.000ha de áreas congeladas no município!
Diante da ameaça ao futuro de nossa cidade e das futuras gerações, algumas lideranças discutiram a PROPOSTA de IGUAPE, que foi protocolada na Assembleia do Estado como Substitutivo nº 2 ao PL 60 2012.

A PROPOSTA de IGUAPE, reclassifica a Estação Ecológica em Reserva de Desenvolvimento Sustentável, um tipo de reserva florestal que permite a presença humana e o manejo dos recursos naturais, como MANDA a tradição Iguapense.

O Governo não aceita a PROPOSTA de IGUAPE, com a alegação de que a área é muito grande para a nossa comunidade. Trata-se de um embate político. A oportunidade de recuperar o território Iguapense é esta, não sabemos se haverá outra.

Temos que mostrar ao Governo quem somos e o que queremos.
Pelo futuro de Iguape venha e participe!

Arnaldo das Neves
Telefone: (013) 9707-5651 E-mail: arnaldonevesjr@hotmail.com

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8 Respostas para ““Proposta de Iguape” para Jureia em discussão na Câmara de Iguape

  1. roberto morais silva

    Acho importante que as pessoas leiam atentamente essa matéria e depois emitam suas opiniões sem fugir do foco.
    A proposta apresentada pela comunidade iguapense está identificada como substitutivo nº 2 ao PL 60/2012 que tramita na Assembléia do Estado. Acredito que esta proposta em sendo aprovada, a nova área de RDS bem trabalhada em muito melhorará a economia de Iguape, com surgimentos de vários empregos diretos e indiretos dando oportunidade aos nossos jovens. “O extrativismo, com responsabilidade, é importante para todos” .

  2. gETULIO gUIMARÃES

    Deixo aqui uma pergunta, estarão o Governo estadual/municipal vendendo aos estrangeiros, a JUREIA?? como um jardim deles aqui no nosso BRASIL, EU SUSPEITO MUITO DISTO.

  3. Eu acho um absurdo o que Iguape está querendo fazer. E as famílias que ali residem, como ficão ? a cultura deles será perdida !
    a Juréia é um dos lugares mais bonitos e preservados que eu conheço ! , e ai ? querem destruir isso … ,
    Creio que a vidas dos caiçaras valem muito mais do que isso que estão querendo fazer …

  4. claudiney lopes

    iguape tem que perceber que vivemos no seculo 21 e deixar de ser extrativista para pensar em modernidade asim como registro e cajati. larguem de pensar em historinhas de outrora e pensem em modernidade asim como registro e cajati .Pois os filhos desa terra estao procurando futuro em outros lugares.Enquanto tiverem figurinhas repetidas ai viveremos mais 460 anos de atraso

  5. mauricio Arrais de Brito

    Creio que o Governo de São Paulo tenha algo mais importante à se preocupar, um exemplo, é a solução definitiva para o Valo Grande que continua degradando o meio ambiente e a dignidade dos iguapenses que

    estão sempre em segundo plano, o governo de São Paulo vive de falsas promessas que infelizmente remontam à 1825 com Don Pedro I, passaram por Serra que prometeu resultados através do Deputado Samuel Moreira e agora vez o Sr Alkimim com essa alquimia de transformar Iguape no curral de São Paulo, deixem-nos viver em paz, XOOOO PSDB e cambada..

    Quanto à Prefeitura de Iguape, se pode esperar tudo, até permitir que tal intento passe despercebido, nós população humilde e ordeira de merecemos tudo isso, nós os colocamos onde estão

  6. Vilnes de Paiva

    É, a Jureia está preservada! Graças aos moradores, as comunidades Tradicionais, verdadeiros guardiões da mata. o que os moradores dessas áreas preservaram a natureza até hoje não está se levando em conta, se esta preservado é por que as Comunidades Tradicionais preservaram, voces acham que os moradores não receberam propostas irrecusáveis para vender o mato, as madeireiras viviam oferecendo muito dinheiro a eles. Pois bem, quem preservou por gerações, hoje, está condenado a ter que sair de suas terras. É justo? E Este turismo salvagem que chega modificando tudo, com grandes risotes, (que só o ganha grande empresário) com gente que chega só para ser servido e não tem compromisso nenhum com a comunidade, com o meio ambiente, nem com a cultura o povo do lugar. Podemos ter justiça social, geração de renda e turismo sustentável com as comunidades Tradicionais nos lugares que elas estão, através do turismo comunitário, fomentando assim a cultura do nosso povo CAIÇARA. Turismo sim, mas com responsabilidade e compromisso.

  7. norihiro fujihara

    sou favoravel para conservacao da jureia sustentavel com delimitacaqo de areas que poderao ser visitadas ,area que poderao ser habitadas, area de preservacao que nao deve ser tocadas pelo homem e saber de uma politica dessa preservacao que o governo possa mostrar tudo que for possivel para conservasao do local ,pois dentro em breve nao teremos uma area bonita como esta regiao ,e so falta esta regiao ,mas sempre nao esquecer de fazer a regiao crescer e nao degradar esse espaco com um bom desenvolvimento sustentavel e desenvovimento sustentavel nao e deixar parado a regiao sem fazer nada e sim fazer esta regiao de uma bem planejada politica que teremos uma regiao verdejante e progressiva

  8. Wladimir

    Não concordo com a Proposta de Iguape. O petencial turistco da cidade é alto, só falta as lideranças da cidade se abrirem para as propostas de melhorias e investimentos locais, para assim alavancarem esse potencial. Quanto aJuréia, temos que preservar, pois só nossos descendentes saberão a verdadeira importância da Juréia preservada.

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