Muitos crimes, acidentes e afogamentos têm no alcoolismo a causa principal

Ao agradecer aos organizadores, palestrantes e público, o vice-prefeito Nezinho Lisboa afirmou que a luta é por dias melhores para o ser humano, longe do vício do álcool.

Ilha Comprida – Pesquisa realizada em cadáveres pelo Hospital das Clínicas (SP), com base em estatísticas do Instituto Médico Legal, constatou a presença de álcool no organismo de 64% dos afogados; 53% dos atropelados; em 52% das vítimas de homicídio; em 51% dos acidentados de carro, em 36% das vítimas de quedas fatais e em 36% dos suicidas.

Os dados foram abordados pelo médico Max Matos Serruya, durante a palestra “Alcoolismo no ponto de vista da Medicina”, ministrada na sexta 23/03, no auditório do Meu Recanto, durante o I Seminário dos Profissionais, organizado pelo Grupo Alcoólicos Anônimos da Ilha Comprida.

Ao falar que o alcoolismo é a única doença tríplice do mundo porque tem implicações no físico, no emocional e no espiritual do doente, o médico Max Serruya abordou a infinidade de doenças provocadas pelo consumo excessivo do álcool, a alteração do comportamento e da personalidade da pessoa. “O alcoolismo é a doença da negação. O alcoólatra nega que é alcoólatra, nega que bebe muito e nega que não pode parar. Ele precisa de ajuda”.

Com estatísticas não menos alarmantes, o delegado de polícia da Ilha Comprida, Carlos Eduardo Eiras Alves, em sua palestra sobre o”Alcoolismo perante a Justiça”, destacou que se não houvesse a doença do alcoolismo, os boletins de ocorrência policial cairiam pela metade. Na violência doméstica, o caso é ainda mais grave. Pelo menos 90% dos agressores estavam alcoolizados.

Em sua palestra “Alcoolismo e os problemas sociais”, o assistente social José Clemente da Rocha explicou que o alcoolismo é uma doença que não afeta somente o doente, mas todas as pessoas ao entorno. “Cada alcoólatra tem pelo menos quatro pessoas ao seu redor que sofrem muito com o problema”. Segundo ele, é preciso que as pessoas auxiliem os alcoólatras a buscar a cura em instituições especializadas como o AAA que não cobram nada pelo tratamento, mantém o anonimato e apresentam estatísticas otimistas: o AAA é responsável pela recuperação de 70% dos alcoólatras que buscam tratamento.

Ao agradecer os organizadores , palestrantes e público, o vice-prefeito Nezinho Lisboa afirmou que a luta é por dias melhores para o ser humano, longe do vício do álcool.

O que fazer?

Durante debate entre palestrantes, público e estudantes presentes no Seminário, foram abordadas as formas de vencer a doença. Especialistas orientaram principalmente os jovens que enfrentam problema na família a conversarem com a pessoa doente quando ela não estiver embriagada. Geralmente, essa conversa é indicada para a pessoa que o alcoólatra mais respeita e gosta.

Reuniões do AAA na Ilha- Segundas-feiras, das 19 às 21 horas, no CRAS- Rua Sorocaba, 47- balneário Icaraí.

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