Espetaculo teatral “A idade da Ameixa” apresenta-se em Iguape

No próximo dia 14/04, às 20 h no Cine Teatro Iguape, na Praça da Basílica. São apenas 200 ingressos, para maiores de 14 anos, que estão sendo distribuidos no Centro Cultural “Roberto Gomes Colaço”, das 8 as 17h.

A Idade da Ameixa

De Aristides Vargas – Direção de Luiz Valcazaras

Duas atrizes (Gabriela Elias e Thais Aguiar) dão vida a nove personagens que habitam as memórias femininas de um casarão rodeado pelas sombras das ameixeiras.

“Somos tantas, vivas e mortas, todas morrendo através do tempo
Em um tempo que já não recordo, em um espaço de tempo… Acorda minha irmã. Somos todas mulheres, sozinhas e todas tristes, todas tentando escapar da velha casa
Trecho do texto “A Idade da Ameixa”

Uma discussão poética sobre o tempo. Em “A Idade da Ameixa”, do premiado autor argentino Aristides Vargas, três gerações de mulheres de uma mesma família que envelheceram confinadas neste casarão habitam as lembranças de duas irmãs que se correspondem por cartas e, assim, acabam por abrir frestas do passado e a evocar momentos que marcaram suas existências. O espetáculo tem tradução de Mario Viana e direção de Luiz Valcazaras.

A concepção cênica da peça trabalha em dois planos que oscilam entre os depoimentos reais e as lembranças das duas irmãs. As atrizes Gabriela Elias e Nathalia Lorda não só dão vida às narradoras, Celina e Eleonora, em idades variadas, mas também a cinco mulheres de diferentes gerações desta família, como avós ranzinzas; uma tia que acredita ser anjo; outra sonâmbula que vive no exílio dos sonhos; a criada que mantém o realismo em meio ao delírio.

A memória passa a ser o campo lúdico para essas irmãs que estavam distantes, estabelecendo uma tensão entre o presente e o passado. Histórias são reveladas, misturando os medos, frustrações, alegrias e anseios dessas mulheres que falam de amor, solidão e liberdade.

Viajantes da velha casa recordada, elas remexem e brincam com o tempo, lembranças que se apresentam como fantasmas que vasculham a memória misturada ao cheiro do vinho de ameixa de suas avós.
A distância e o tempo colocam a sua marca indelével entre as duas irmãs, como uma tempestade que acalma, permitindo ao espectador o momento em que atravessa com os personagens o limite do real e do imaginário.

Para isso, o diretor Luiz Valcazaras utilizou alguns procedimentos que vem aplicando na preparação de atores em diversos espetáculos do grupo (“Anjo Duro”, “Dança Lenta no Local do Crime”, “Abre as Asas Sobre Nós”) e conduziu as atrizes para que desenvolvessem todo o seu potencial criativo, não se restringindo apenas à interpretação propriamente dita, mas a tudo o que envolve o universo cênico.

Ficha Técnica
Grupo: N.I.Te. (Núcleo de Investigação Teatral)
Autor: Arístides Vargas
Direção: Luiz Valcazaras
Assistente de Direção: Janaina Ribeiro
Tradução: Mario Viana
Elenco: Gabriela Elias e Nathalia Lorda
Cenário: Carlos Sato
Trilha Original: Kalau
Figurino: Kleber Montanheiro
Iluminação: Luiz Valcazaras
Maquiagem: Gabriela Glette
Fotos: Luigi Bricoli
Produção: NG-Produtores Associados
Direção de Produção: Parlipalan Arte e Cultura
Produtoras: Maria Fernanda Coelho & Patrícia Braga Alves

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