Famílias de área de risco de Registro recebem casas da CDHU

A previsão de entrega era apenas em outubro, obras aceleraram por causa da enchente de junho

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Das 286 casas do programa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que seriam entregues apenas em outubro deste ano, 103 moradias no Bloco D-2 foram antecipadas para o último sábado (21), no Jardim Eiji Matsumura, em Registro. A solicitação para o adiantamento da entrega das moradias foi feita pela Prefeitura (em virtude da enchente que acometeu o Município em junho deste ano deixando os moradores de áreas de risco da Cidade desabrigados e desalojados) durante audiência com o Governador do Estado, Geraldo Alckmin, realizada dia 11 de junho, no Palácio do Planalto.

De acordo com o ajudante geral, Clodoaldo Ribeiro Dias, que foi contemplado com a casa número 44 da quadra 7, juntamente com sua família, “esta é uma vitória abençoada por Deus, que nos deu essa casa depois de passarmos por tantas enchentes”. Disse ainda que, nos cinco anos que moraram na Vila São Francisco, passou por seis enchentes. “A Defesa Civil Municipal sempre nos ajudou muito, levando-nos para o abrigo assim que as águas subiam. Chegamos passar dois meses no abrigo. Era muito ruim. Fazíamos um cercado em volta das nossas coisas para não incomodar outras pessoas, na mesma situação que nós”.

Segundo sua esposa, Vanessa Cristina Gonçalves, a cada enchente tudo era perdido. “Armário, geladeira, fogão, perdemos tudo nesta enchente também. Os móveis que iremos trazer para nossa nova casa foram doados pela Defesa Civil”. Ressaltou também a mudança na qualidade de vida da família com a moradia. “Agora vamos ter toda a estrutura, na nossa rua tem asfalto, muro, não tem bichos. Vamos ser muito felizes aqui”, salientou.

Estrutura – O empreendimento é composto por 600 moradias. Em 2006, 314 foram entregues e, só em julho de 2012, mais 103 famílias foram contempladas com a articulação do Executivo Municipal. O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante o evento de entrega disse que “as obras atrasaram devido à falência da empresa que ganhou o processo licitatório para a prestação do serviço, o que prejudicou o andamento do empreendimento, tendo que ser retomada toda a parte burocrática das obras”. Afirmou também que das 183 unidades restantes, 33 serão para as famílias que moram em área de risco e 150 para atender o déficit habitacional do Município. “Essas famílias serão sorteadas agora em agosto”, garantiu o governador.

Das unidades entregues no último sábado para os moradores da Vila São Francisco e da Vila Nova, 49 são de três dormitórios, com 59,97 m² de área construída, e 52 casas são de dois dormitórios com 48,89 m², com piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos, laje, esquadrias metálicas em alumínio e pé direito mais alto. O empreendimento também possui muro de divisa entre as casas, pavimentação asfáltica, guias, sarjeta, calçadas e paisagismo, o que onerou ao Estado R$ 9,6 milhões.

O chefe de gabinete da Prefeitura de Registro, Carlos Alberto de Lima Barbosa, salienta a importância de proporcionar à população medidas de diminuição de despesas para as famílias e contribuir com o
desenvolvimento sustentável. “A colocação do aquecedor solar nas casas populares tem o objetivo de proporcionar economia para as famílias, permitindo que os recursos que seriam destinados ao pagamento da conta de luz sejam utilizados em outras necessidades, como alimentação e, além disso, preserva os recursos naturais do planeta”, comentou.

Todas as 103 famílias beneficiadas com as casas são moradoras de áreas de risco atingidas constantemente pelas enchentes. Elas possuem renda mensal de até 2,5 salários mínimos e vão pagar entre R$ 93,30 e R$ 223,24 para morar na casa própria. Os novos mutuários terão 25 anos para quitar os seus imóveis.

Medidas do Executivo – Ainda de acordo com Carlos Alberto, “se não fossem as ações da Prefeitura de Registro, provavelmente as obras, retomadas neste governo, ainda estariam paradas e as famílias continuariam morando em áreas de risco podendo ser atingidas a qualquer momento por novas cheias. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social, Desenvolvimento e Economia Solidária, organizou juntamente com a CDHU, toda a parte burocrática que envolve o programa, como organização de sorteios, seleção das famílias, assinatura dos contratos e continuará o trabalho até a chegada da última família contemplada”.

Mudanças – As famílias já iniciaram as mudanças e estão sendo organizadas pela Prefeitura. Segundo a secretária Municipal de Assistência as famílias já estão tendo o apoio da Prefeitura para a realização da mudança com tranquilidade. “No sábado, além da assinatura do contrato também receberam orientações sobre os critérios do programa”, informa.

A diretora do Departamento Municipal de Convênios, Noelli Flórido, explica que “após as mudanças das famílias para as novas casas, as moradias anteriores deverão ter corte da água e luz, afinal, estão localizadas em áreas de risco que não possuem condições de serem áreas de habitação”.

Futuras obras – As áreas de risco ocupadas pelas famílias que foram contempladas pelo programa da CDHU se tornarão área de lazer comum para a população. “Os terrenos estão em área de enchente, o que torna inviável a construção de qualquer tipo de instalação. Dessa forma, assim que finalizar a desocupação a Prefeitura fará as demolições das casas para que não venham ser reocupadas”, afirma Noelli. Elas acontecerão a partir de 21 de agosto e “as famílias têm 30 dias, contando a partir da data de assinatura do contrato das novas casas, para retirar o que há valor nas moradias anteriores, como janelas, portas, telhas, etc.”, enfatiza a diretora.

Além do governador Geraldo Alckmin, também estavam presentes na solenidade de entrega das chaves para as famílias contempladas pelo programa da CDHU o secretário de Estado da Habitação e deputado Federal Sílvio Torres, o deputado Estadual, Samuel Moreira, o chefe de gabinete da Prefeitura de Registro, Carlos Alberto de Lima Barbosa, a secretária Municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Economia Solidária, Maria Isabel Garavello, o prefeito de Pariquera-açu, Zildo Wach, a prefeita de Iguape, Maria Elizabeth Negrão da Silva, a 1ª promotora de Justiça, Daniela Priante Bellini e o gerente do Núcleo Regional da CDHU, Luiz Carlos Rachid.

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