Atletas de Iguape conquistam ouro em Jogos Regionais

A 56ª edição dos Jogos Regionais foi disputado na cidade de Avaré, Interior de São Paulo, onde a equipe de Tênis de Mesa foi Medalha de Ouro.

Os capoeristas Daniel Cayres; mesatenistas Luca, Kayo, Pablo, Daniel, Guilherme e Felipe, e Professor Douglas.

A delegação iguapense foi composta por 60 atletas nas modalidades Capoeira Masculino Livre, Capoeira Feminino Livre, Voleibol Masculino Sub 21, Voleibol Feminino Sub 21, Basquete Masculino Livre, Vôlei de Praia Masculino Livre, Tênis de Mesa Masculino Sub 21 e Tênis de Mesa Feminino Sub 21, ficou em 22º colocado entre 53 municípios, 2º melhor colocado da Região do Vale do Ribeira ficando atrás somente da cidade de Registro.

 

 

Resultado de Medalhas conquistadas para Iguape

Medalha de Ouro – Tênis de Mesa Masculino – Equipe Sub 21
Luca, Kayo, Pablo, Daniel, Guilherme e Felipe.
Técnico: Professor Douglas Katumi Suguihz

Medalha de Prata – Voleibol Feminino Sub 21
Ana Carolina, Ana Paula, Ariane Gato, Ellen, Esther, Jeicy, Laisa, Larissa, Marielly, Talita, Ingrid e Patrícia Caroline.
Técnico: Professor Julio Cesar Alves Martins
Massagista: Jorge Costa Gato

Medalha de Bronze – Tênis de Mesa Masculino – Duplas Sub 21
Lucas, Kayo, Pablo e Daniel Yuuki
Técnico: Professor Douglas Katumi Suguihz

Medalha de Bronze – Tênis de Mesa Feminino – Duplas Sub 21
Nancy, Isabelly, Ianael e Bárbara
Técnico: Professor Douglas Katumi Suguihz

Medalha de Bronze – Tênis de Mesa Feminino – Equipe Sub 21
Bárbara, Isabelly, Nanci, Ianael, Franciele e Hevellyn.
Técnico: Professor Douglas Katumi Suguihz

Medalha de Bronze – Capoeira Masculino Livre
Daniel Cayres – Categoria Peso Médio
Técnico: Caio Cesar Inocêncio Colaço

A crônica de mais uma saga iguapense

Por Douglas Katumi Suguihz

É mês de julho. Começam os preparativos para a “Festa do Bom Jesus de Iguape”. É a tradição, é o passado perpetuado na história.
Nesse mesmo instante uma delegação de filhos de Iguape encontra-se bem distante, algo em torno de quatrocentos quilômetros, fazendo mais história. Precisa de mais? Iguape já não tem história suficiente? Patrimônio cultural da humanidade, área de preservação ambiental, etc etc. Não seria mais cômodo apenas “barraquear”?

Claro que sim! Mas não é o que eles pensam. São jovens de treze a quinze anos de idade. São jovens que guardam um sonho de vitória. São mesatenistas. Que é isso? Explico: são atletas que praticam tênis de mesa, esporte olímpico popularmente conhecido por ping-pong. Mas é diferente um do outro: o primeiro é mais técnico, com outras dimensões e mais regras. Como todo esporte, é necessário muito treino, muita disciplina, muito suor derramado, muitos passeios e brincadeiras perdidos. Dedicação, respeito e comprometimento são palavras que não só fazem parte de seu vocabulário, mas também fazem parte de seu cotidiano.

A equipe feminina que já se acostumou a estar entre as melhores, antecipa medalhas de terceiro lugar por equipes e em duplas, arrebatando o troféu de terceiro lugar na contagem geral. Os garotos ainda não terminaram seus jogos, mas pelo que tudo indica também conquistarão a terceira posição na contagem geral. Está ótimo, considerando as 62 cidades participantes neste 56º Jogos Regionais do Estado de São Paulo, em Avaré/SP. Eles já conquistaram um terceiro lugar nas duplas, um quinto lugar no individual e estão na final por equipes. Inédito, nunca estivemos na final. Cada atleta, com a ajuda do técnico, se concentra no último adversário. Como é o saque dele? Como e onde faço a devolução? Qual seu ponto forte? E seu ponto fraco? O que fazer para vencê-lo? É preciso fazer o dever de casa se quiser vencer.

Começa o jogo. Lucas de Iguape vence o primeiro jogo por 3 sets a 2, apertado. Nosso próximo jogador batalha bravamente, mas perde do melhor jogador adversário: 1 a 1. Nosso terceiro atleta começa mal, perde os dois primeiros sets. Ele precisa virar o jogo e vencer os próximos três sets, e pensa: “Eu fiz o dever de casa, sei que posso vencer!” E assim, disputando ponto após ponto, segue seu destino até sair exausto… e vitorioso. O técnico, já sem voz de tanto gritar, suspira aliviado. Ao seu lado, o diretor de esportes do município já começa a alardear a vitória. Calma, falta pouco, mas a equipe adversária é superior a nossa, adverte o técnico. Volta nosso primeiro atleta contra o carrasco. Ambos são fortes e valentes. Ambos estudaram o adversário. Ambos sabem o que fazer. Um a zero para nós, alegria. Outro set, um a um. Dureza… Mais um set difícil, mas é nosso: 2 a 1. Quarto set: vamos, Lucas: força!Vocês não estão apenas representando a equipe. Vocês estão representando seus pais, seus familiares, seus colegas que ficaram em Iguape torcendo por vocês. Estão representando todos os trinta mil cidadãos iguapenses porque vestem o escudo da nossa cidade. É o que lhes disse o técnico antes do jogo. E mais: “Tem um Sujeito lá em cima que costumamos chamar de Deus e foi Ele quem permitiu que chegássemos à final. Acreditem Nele e façam por merecer.” E então o adversário sucumbiu a força e a fé.

Essa foi a nossa primeira vitória nos Jogos Regionais do Estado de São Paulo, em toda a história do município. Hoje o nome de Iguape figura no seleto rol dos campeões, parasempre! Mais uma para nossa história. Talvez com a ajudinha do nosso Bom Jesus de Iguape…

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