Se puder pense nisto


Professores, crianças, adolescentes, pais e familiares da nossa Iguape, parem um pouco em seus afazeres e leia com atenção esta reflexão.

Pois, Outubro é de Nossa Senhora Aparecida, professor e da criança.

As gerações oitenta anos atrás eram criadas, ouvindo contos de fadas, com final feliz. As meninas brincavam de bonecas de pano e de casinhas, brincavam também com cantigas em rodas trovas de carinho e amizade, os meninos jogavam bola de gude, de mocinho, liam “gibi” brincavam com bola de meias. Tudo era sadio e sem malícia, tudo com o maior respeito com amiguinhos, todos eram felizes e não sabiam.

Na escola, a leitura e os ditados eram constantes. A conversação dos professores com alunos um contentamento. Descrever estórias à vista de gravuras era sistemática e quase diária. O comportamento era impecável. O respeito mútuo era desejável para os dias de hoje. O estudo da tabuada em casa uma obrigação, enfim as lições eram cobradas pelos professores, a correção era individual. A modernidade trouxe para o mundo fórmulas de uma grande diferença, na educação das nossas crianças e jovens.

Mesmo com a evolução dos tempos, o aparecimento dos celulares apesar da sua grande utilidade e conforto, infelizmente em alguns setores da nossa vida, tornou-se uma arma para o crime. As novelas pelas TVs nos horários nobres uma perdição, o uso indiscriminado dos computadores sem a devida orientação, está sendo um desencontro com a educação que esperávamos. Jogos de vídeo-game, radinho com fone de ouvido, já não educam e nem orientam de maneira sadia, controvertem apenas a personalidade e o caráter em formação.

Está provado por grandes psicólogos e estudiosos que, a violência sexual e os maus tratos na infância podem causar sequelas na vida adulta. Isso já está sendo presenciado no dia à dia.

A agressividade, o vício e a deseducação são consequências dessa transformação humana. É visível se dizer que o mundo se tornou perigoso, porque os seres humanos se contradizem e aprendem a dominar facilmente a natureza e as coisas fúteis da vida, antes de procurar dominar a si mesmos, nascendo assim, as revoltas, o uso indiscriminado das drogas e os maus costumes.

Poderíamos até então pensar: Como democratizar então a escola para trazer bons resultados? Para isso é preciso que os alunos comecem a viver realmente baseadas em princípios e valores morais, sociais, religiosos e éticos e não no culto do individualismo perverso.

A família seria o principal elo nessa formação. Infelizmente, estamos mergulhados numa realidade, sem perspectivas sem horizontes, com isso acabamos não funcionando como modelos morais e éticos e tampouco, somos capazes de viver democraticamente. Entretanto, quero ainda salientar, que em todas as regras existem as exceções.

Enquanto formos herdeiros de uma educação que aprendemos a obedecer, mas não sabemos exercer o nosso poder e direito de maneira democrática e com respeito, tudo será perdido.

E agora, até onde chegaremos? Até quando uma parcela de jovens terá consciência de uma boa formação educacional e de aprendizagem sadia?

Se puder meu caro amigo leitor deste Jornal, faça uma reflexão e pense um pouco nisto, talvez você, possa encontrar aqui, um caminho ou mesmo alguma solução.

Portanto, Vote consciente nestas eleições, para o bem de Iguape e de seus filhos. Boa sorte!…

Antonio Rochael é professor e sociólogo

Iguape-SP – e-mail antoniorochael@gmail.com

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