A manutenção do “Status quo”

de Antonio Rochael

O povo votou e escolheu nestas eleições, seu candidato para legislar e administrar o seu município, numa pura demonstração democrática.

Pois bem, hoje o povo não é mais detalhe, nem uma abstração, o povo é uma força absoluta de uma democracia aberta, diante da grande diversidade e decisões nacionais. Fosse o país administrado pela rigidez desde o principio, teríamos maiores segurança num índice de satisfação e de bem social.

Na verdade a cultura na corrupção brasileira está profundamente impregnada na vida do nosso povo. Começou com o colonização, depois as capitanias hereditárias, os dois governos no sul e do norte, governo geral etc.

O sistema de mando que fatiou a geografia do Brasil com os primeiros donatários, um exame de partilha política há de mostrar que, ainda persistem as raízes feudais presentes nos grupos familiares que dominam parcela apreciável do nosso sistema de poder.

Um povo educado e consciente representa o caminho na emancipação da ordem e do progresso. Por isso mesmo, interessa a muitos donos do poder a manutenção do Status. Somos um povo que não aguentamos mais segurar, a corrente que age quase sempre, em todos os recantos políticos de nossa terra. Sabemos muito bem e é real que a política corrompe sim, o poder sobre o povo, e este inculto acaba se iludindo. Estamos, igualmente, dentro de um circulo vicioso, mas não devemos perder o otimismo e a esperança de mudanças.

A fé acabará removendo montanhas. Nosso povo lúcido e racional palmilhará talvez, caminhos mais retos e risonhos. Peter Bernstein, consultor americano em certa ocasião teria afirmado: “Dizem que jamais alguém conseguirá adivinhar o futuro, mas é bom fazer previsões para não ser banido por ele”.

Esperamos que os Novos Eleitos sejam marcantes e próspero nas suas promessas, nestes quatro anos que estão por vir. Elaborar leis, aprovar e executar, tudo que for a benefício do povo, sem manifestação de grandezas e ambições.

José Saramago, célebre escritor português ainda no século passado, diante de vários problemas políticos, afirmava: “Sim, não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.

Portanto, meus caros leitores e amigos, pedimos a Deus na sua infinita bondade, que abençoe muito o nosso povo e a nossa Iguape.

Antonio Rochael é professor e sociólogo

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