Prefeitura de Registro e Sucen realizam nebulização contra a dengue

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Município tem 140 casos confirmados da doença; outros 390 aguardam resultado de exame.

Desde o início do ano, a Vigilância Sanitária de Registro tem atuado para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue no município. Com epidemia em três cidades vizinhas, o controle da doença se torna ainda mais difícil, especialmente se a população não colaborar. Nesta semana, em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), a Prefeitura iniciou a nebulização nos bairros com maior incidência de casos confirmados de dengue.

Conhecido como fumacê, o controle químico é feito para eliminar os mosquitos Aedes aegypti. A ação começou no bairro Alay Correa na segunda-feira, 11/03, e seguiu para a região central da cidade. Também receberão a nebulização os bairros Vila São Francisco, Vila
Ribeirópolis e Vila Nova. O coordenador da Vigilância Sanitária de Registro, Urio Pioker, explica que é a primeira vez que uma equipe da Prefeitura realiza a nebulização em parceria com a Sucen. “Antes dependíamos da Sucen para aplicar o controle químico. Agora, temos uma equipe devidamente treinada e com equipamentos para realizar a nebulização”, afirma.

Segundo ele, desde janeiro, os agentes de endemias e os agentes comunitários de saúde – que receberam capacitação – já vistoriaram mais de 6.200 imóveis em Registro para eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue. Muitos estão recebendo a segunda visita. A Divisão de Fiscalização de Posturas Municipais da Prefeitura está notificando proprietários de imóveis para que efetuem a roçada e retirada de entulhos dos terrenos. Mais de 700 moradores já foram notificados. A Operação Cidade Limpa também já percorreu os bairros Jardim São Paulo, Bloco B, Registro D1 e D2, Nosso Teto e, nesta semana, está na Vila Nova.

Até quarta-feira, 13/03, Registro estava com 140 casos confirmados de dengue, além de 390 aguardando resultado de exame. O secretário municipal de Saúde, João Sakô, revela que o município está cedendo um médico para atender especificamente os casos suspeitos da doença no Pronto Socorro do Hospital São João. “Estamos fazendo o possível para controlar a proliferação da doença e a colaboração da população é fundamental para eliminar possíveis criadouros. Os agentes de saúde estão entregando panfletos com orientações para que os moradores possam nos ajudar nessa batalha”, reforça João Sakô.

Sintomas da dengue

Após a picada do mosquito, os sintomas da dengue se manifestam a partir do terceiro dia. O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias. O intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É depois desse período que os sintomas aparecem. Na dengue clássica, o paciente apresenta febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço, moleza e dor no corpo, muitas dores nos ossos e articulações.

Medidas de prevenção

O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. Por exemplo: caixas d’água, barris, tambores, vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, tanques, cisternas, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores e muitos outros onde a água da chuva é coletada ou armazenada. Portanto, considerando essa facilidade de disseminação, podemos imaginar o grau de dificuldade para efetivamente combater a doença – o que só é possível com a quebra da cadeia de transmissão, eliminando o mosquito dos locais onde se reproduzem. Assim, a prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a
mobilização de toda a comunidade a partir da adoção de medidas simples, visando a interrupção do ciclo de transmissão e contaminação. Caso contrário, as ações isoladas poderão ser insuficientes para acabar com os focos da doença.

Tampar os grandes depósitos de água: A boa vedação de tampas em recipientes como caixas d’água, tanques, tinas, poços e fossas impedirão que os mosquitos depositem seus ovos. Esses locais, se não forem bem vedados, permitirão a fácil entrada e saída de mosquitos.

Remover o lixo: O acúmulo de lixo e de detritos em volta das casas pode servir como excelente meio de coleta de água de chuva.

Limpar os recipientes de água: Não basta apenas trocar a água do vaso de planta ou usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É preciso lavar as laterais e as bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos eclodem e se transformam em larvas. (Fonte: Ministério da Saúde)

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