Duplicação da BR na Serra do Cafezal começa

O último trecho de pista simples da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) começou ontem a ser duplicado. Motosserras de uma contratada faziam a abertura da mata espessa para início das obras.

A duplicação no trecho central da serra deve ser concluída apenas em 2017. O trecho é recordista em acidentes, o que levou a estrada a ser conhecida como “rodovia da morte”.

Enquanto as obras iniciam, a empresa realiza o resgate de flora e fauna ameaçadas de extinção. O projeto prevê 4 túneis e 36 pontes e viadutos para reduzir o impacto na Mata Atlântica. Serão oito quilômetros de pista aérea e dois de subterrânea. Na subida, sentido São Paulo, a rodovia terá três faixas e estrutura para receber, no futuro, uma quarta faixa. Na descida, sentido Curitiba, serão duas faixas, com base para a terceira. A nova pista terá cinco quilômetros fora do eixo da estrada atual, contornando um maciço de serra e mata que faz parte do Parque Estadual da Serra do Mar, do km 358 ao km 363. As obras utilizarão 130 mil m³ de concreto, com o custo estimado em R$ 700 milhões. O projeto prevê restauração da pista antiga com reforço em concreto asfáltico, bem como redução de curvas e declives.

A duplicação implicará na supressão de 113,8 hectares de floresta, dos quais 34 em Área de Proteção Ambiental (APP), com a compensação ambiental prevista em recuperação de matas degradadas na mesma região.

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