Daria para acreditar?

Antonio RochaelAssistindo pela TV e acompanhando sempre os noticiários pelos jornais, percebi o desconforto que vive a nossa gente no dia-a-dia dentro da escalada ininterrupta da violência, nas grandes e pequenas cidades nos quatro cantos do nosso País.

E aqui então, por me sentir frustrado nestas conclusões, meu coração bateu mais forte nestes momentos críticos que vivemos, considerando-os insustentáveis.

Passamos por uma crise de valores, no campo educacional, na moral, no social, no religioso, na justiça e na segurança. Entendemos também que, a origem dessa turbulência frágil de ação, é resultado em certas ocasiões, da falência nas Instituições, que dariam sustentação ao direito e aos deveres de cada cidadão nesta democracia.

A Escola como importante Instituição educacional, juntamente com a família é responsável pela formação do bom cidadão que, por sua vez, certamente, vem perdendo a sua força e o seu crédito diante das falhas e falsas leis, pelo rigor da impunidade.

Vemos pessoas serem agredidas em plena luz do dia, nas ruas e dentro de suas próprias casas. O preconceito que ainda impera em todos os recantos onde a conduta social tal como a educação, não propõe punição. No trânsito o desrespeito, aos idosos e às crianças, a desconsideração, dentro de tantas outras normas, ora esquecidas.

O desrespeito noturno pela lei que estabelece o silêncio público. O toque das buzinas próximas a hospitais e templos religiosos faz parte de uma cultura que ainda cabe muito polimento.

O tempo continua passando levando consigo as marcas da irresponsabilidade, da brutalidade e da impunidade que a justiça não corrige por força das nossas leis. Será que não poderemos acompanhar a evolução dos tempos? Será que os crimes já estão compensando? Será que os nossos legisladores não enxergam e não se sentem constrangidos pela insensibilidade de tantas barbáries que vivem na nossa sociedade? Será que os políticos não possuem a iniciativa e nem o interesse de mudar as leis, principalmente o Código Penal com receio também, de amanhã serem punidos por elas?

Somos ainda hoje refém da incapacidade e lúcidos para lembrarmos as aulas de Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e de Educação Moral e Cívica, (EMC), que muita coisa boa nos deixou evidente. Dizia-se na época que, a implantação dessas disciplinas no currículo escolar seria fruto de uma ditadura militar; em parte com razão, mas impôs a ordem, o respeito e nos conduziram à aprendizagem. Infelizmente hoje, após alguns anos, foram retiradas do novo sistema educacional.

A partir daqui então, começaram a desaparecer as paixões e o amor pela pátria, pela família, o respeito moral, social e religioso. Uma baderna generalizada se formou em todos os meios e em todos os cantos, onde o dinheiro e as drogas rolam, quando a política de hoje, nos deixa muito a desejar.

Partindo desta premissa perguntamos: por que não implantar e continuar uma longa experiência na formação de novos jovens por uma educação mais eficiente e consistente?

Acreditamos que, se por acaso essas duas disciplinas voltassem a vigorar com rigor no atual currículo das escolas públicas e privadas, talvez o comportamento e o desenvolvimento humano, possam transformar num novo cérebro, na conduta aos bons frutos, hoje poluído pela fragilidade na formação da nossa juventude.

Se por acaso tudo isso viesse efetivamente acontecer, concretizando, conquistando e vigorando para salvar os nossos concidadãos jovens, poderíamos até argumentar: daria para acreditarmos na honestidade e na seriedade política da nossa gente?

Antonio Rochael é professor e sociólogo

e-mail: antoniorochael@gmail.com – Iguape/SP

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