Roteiros Turísticos


Por Luciano Nunes *

LITORAL SUL DE SÃO PAULO E VALE DO RIBEIRA

RESERVA DA BIOSFERA
– Patrimônio da Humanidade –

AS PRECIOSIDADES DO VALE DO RIBEIRA

A paisagem do Vale do Ribeira esconde sítios arqueológicos, cavernas, costões abruptos e extensas áreas de mata atlântica com toda a sua riqueza de flora e fauna, cachoeiras, corredeiras e trilhas ecológicas, igrejas e casarões avarandados. O Rio Ribeira de Iguape corta a mata e a beleza dessa região que é parte integrante do Lagamar, acompanhando o litoral sul de São Paulo em Iguape, Ilha Comprida e Cananéia.
Conhecer o Vale do Ribeira significa contatar um ecossistema imprescindível a vida na terra. Isso pressupõe ligações mútuas de prazer e respeito, pois você manterá um fascinante encontro com a biodiversidade. Tudo parecerá peculiar, lógico, inato. E também muito atual, pois nada é mais contemporâneo do que o turismo verde e histórico e a adesão aos princípios da ecologia. Ao sul de São Paulo, a natureza reuniu formas e vidas primitivas e também adotou parte da nossa história, acolhendo as primeiras cidades brasileiras. É preciso ser discreto, prudente e cuidadoso ao penetrar na intimidade desse triângulo sedutor: o Litoral Sul e o Vale do Ribeira abrigam o maior estuário da costa brasileira, cavernas, ilhas, canais, lagoas, rios límpidos, cachoeiras e corredeiras, sítios arqueológicos e áreas relacionadas como Patrimônio da Humanidade. Você vai surpreender-se a cada contato mais íntimo, praticando esportes de natureza, contemplando um entardecer ou o céu estrelado, envolvido pelo perfume de flores e sons de animais endêmicos.

OS ATRATIVOS SECRETOS DO ALTO RIBEIRA

São misteriosos os encantos do Alto do Ribeira, ocultos nos Parques Estaduais do PETAR, Intervales e Carlos Botelho, dispersos pela Serra de Paranapiacaba. Nos limites desses 320 mil há, que se inicia no Parque Estadual do Jacupiranga, preserva-se a maior área contínua de mata atlântica do Brasil, declarada Reserva da Biosfera do Planeta pela Unesco. A região abriga também o inusitado, exuberante e rico mundo subterrâneo das cavernas – maior concentração da América latina –, com suas estalactites e estalagmites, cortinas, flores de calcita e travertinos elaborados gota a gota, através dos séculos.

MUNICÍPIO DE IGUAPE

HISTÓRICO: Fundada oficialmente em 02 de dezembro de 1538, Iguape registra sua história através de lendas a partir de 1498 quando se encontravam por estas paragens Espanhóis e Portugueses, náufragos e degredados protegidos pelo Tratado de Tordesilhas, entre eles o enigmático “Bacharel de Cananéia”, e “Rui Garcia de Mosquera”.

Iguape, “Ygape” em tupi-guarani, significa “água redonda”, traduzindo uma característica geográfica da região, seja baía, enseada ou lago.

O município com cerca de 2000 Km2 ocupa dois terços da Reserva Ecológica da Juréia-Itatins e estende-se junto ao fantástico celeiro marinho do Mar Pequeno, integrando a região do Lagamar. Praias, rios, cachoeiras, mangues, morros, trilhas ecológicas e sítios arqueológicos (sambaquis) atraem e encantam os adeptos do turismo verde e histórico.

A cidade possui ainda um belíssimo conjunto arquitetônico colonial – o maior conjunto tombado do Estado – no seu Centro Histórico. No tempo do ciclo do ouro de aluvião, entre os séc. XVII e XVIII, quando era moda em Iguape as mulheres enfeitarem os cabelos com ouro em pó, Iguape fundou a primeira Casa de Fundição de Ouro do Brasil. Durante o ciclo do arroz – o ouro branco de Iguape -, do séc. XVIII ao séc. XX foram construídos os casarões coloniais de taipa de pilão e francesa e o porto – primeiro e mais importante porto do sul do Brasil – que recebia navios de alto calado.

A partir dos anos 40, o município passou a ser conhecido como um centro religioso, atraindo milhares de romeiros, peregrinos e visitantes para a Festa do Sr. Bom Jesus de Iguape, realizada anualmente de 28 de julho a 6 de agosto.

A tradição cultural de Iguape é marcada também por manifestações folclóricas representadas através da Marujada, Folia de Reis e do Fandango. No artesanato destacam-se as panelas pretas – cerâmicas utilitárias -, trabalhos em junco e sisal, cestaria em taquara, cipó timbopeva e imbê, e objetos em madeira talhada, todos com forte influência indígena, negra e européia.

ATRATIVOS DO MUNICÍPIO DE IGUAPE

ROTEIRO 1 (Hikking) – CENTRO HISTÓRICO
Duração: 3 h.
Grau de dificuldade: Baixa
Faixa Etária: de 12 a 70 anos
Percurso: 3 Km

Este roteiro propicia aos diversos grupos uma fantástica viagem pela história do Brasil pré e pós-colonização.
Através dos atrativos deste roteiro pretende-se traçar uma linha histórica, econômica e social de Iguape e da região do Vale do Ribeira.
Visitando os seguintes atrativos:

Basílica do Sr. Bom Jesus de Iguape
seg-sex 6h30 – 18h, sáb e dom 6h – 20h30
Sua arquitetura em estilo neoclássico, construída em pedra, argamassa constituída de sambaquis, óleo de baleia e melado feita por escravos entre os séculos XVIII e XIX, guarda a imagem de N. S. das Neves (padroeira de Iguape) e do Senhor Bom Jesus de Iguape, a imagem reverenciada na festa de agosto. Neste atrativo poderemos conhecer um pouco sobre a história religiosa de Iguape e região, suas lendas e curiosidades.

Casario colonial
Os cerca de 70 imóveis em estilo colonial português constituem o maior conjunto arquitetônico tombado do Estado de São Paulo.
Reúne igrejas, casarões, o prédio do Correio do Imperador, o prédio dos Toledos com seus leões de barro, o Paço Municipal, entre várias outras construções ricas em detalhes que identificam as diversas fases econômicas vividas pelo município. O formato afunilado das ruas, estreito na direção do porto e largo junto à igreja e praça foi proposital. Ele forma o desenho de um forte, facilitando o fechamento das ruas em caso de invasão de piratas. O projeto das casas também é curioso. Cada uma tinha passagem para duas ruas (permitindo o escape, caso uma rua ficasse impedida) e havia comunicação entre elas pelos forros, para que os moradores das primeiras casas junto ao porto pudessem buscar refúgio na direção da praça e igreja. Tanto cuidado tinha razão de ser: ouro. Em seguida veio a economia do arroz e, paralelamente, desenvolveu-se a navegação, que transformou Iguape num dos principais portos do sul do país no início do século XX.
Percorrendo as vielas de Iguape, reviveremos seu apogeu sócio cultural e econômico, seu teatro, seus cinemas e os gabinetes de leitura; relembrando os personagens ilustres que por aqui passaram como: Monteiro Lobato, Albert Camus, Oswald de Andrade, Volpi, entre outros. Também conheceremos a origem de expressões e ditos populares pronunciados por todo o país como: “Feito nas Coxas”, “Sem eira nem beira”, “Vá pros quintos dos infernos”, etc.
Desfrute momentos inesquecíveis na “Capital Ambiental e Cultural de São Paulo”.

Museu Municipal
ter-dom 9h – 12h e 13h – 17h30
É histórico e arqueológico. Funciona em um casarão do século XVII que serviu como a primeira casa de fundição de ouro do Brasil (1635), que transformava em barras o abundante metal encontrado em Iporanga, Xiririca (hoje Eldorado) e Itatins. Fazem parte de seu acervo atas da época do Império e peças como uma réplica do ídolo de Iguape, encontrado no sambaqui do Morro Grande pelo naturalista alemão Ricardo Kronner (o original está no Museu Paulista, em S. Paulo), as igaçabas (urnas funerárias), etc.
Morro do Espia (redentor)*
Com cerca de 50 metros de altitude, o Parque Municipal do Morro do Espia, tem nome sugestivo, pois era ocupado por vigias para se espiar a entrada de embarcações no porto, e alertar a população quando da chegada de piratas.
Hoje este atrativo é visitado por estudantes, turistas e peregrinos, devido à visão panorâmica única da cidade e de todo o Complexo Estuarino Lagunar, bem como, da totalidade do Valo Grande, propiciando assim, uma melhor compreensão geográfica sobre a polêmica desta obra; além de facilitar o entendimento através da observação dos diversos ecossistemas associados a mata atlântica como, os manguezais (estuário) e a restinga (Ilha Comprida); já os peregrinos buscam renovar sua fé aos pés do cristo redentor, como local de devoção.

Fundação S.O.S. Mata Atlântica**
Diariamente 9h – 11h30 e 13h30 – 18h
Exibição de filmes temáticos sobre a região, exposição do artesanato local, belas e importantes maquetes e painéis demonstram a diversidade ambiental e histórica do Lagamar.
A maquete central facilita a localização geográfica dos visitantes no Lagamar e o entendimento das características de relevo e formação da região, incluindo a delimitação das UC´s (unidades de conservação) da região que abrange cerca de 70 % de todo o território do Vale do Ribeira.

* Atrativo opcional c/ acréscimo de 1:30 h no roteiro padrão
** Consultar preço de ingresso

ROTEIRO 2 (Hikking) – PRAIA DA JURÉIA E TRILHA DO IMPERADOR

Duração: 4 h.
Grau de dificuldade: Média
Faixa Etária: de 12 a 50 anos
Percurso: (Carro/Ônibus saindo de Iguape 36 Km, caminhada 6Km)
(Carro/Ônibus saindo da Barra do Ribeira 18 Km, caminhada 6Km).
Condicionante: Tábua de Marés

O costão da Juréia localiza-se a 18 Km da vila da Barra do Ribeira, bairro este onde o único acesso é através de balsa, que não comporta ônibus de grande porte.
Sendo assim, se faz necessário à contratação de um ônibus circular. A maior parte do percurso é pela praia. Portanto, o horário de saída e chegada pode variar conforme a maré.
Após a saída do centro da Barra do Ribeira o grupo segue em direção ao costão, onde no Km 12 passaremos pelo Porto do Prelado, local de uma das últimas comunidades caiçaras de Iguape e limite da EEJI (Estação Ecológica Juréia Itatins).
Ao chegarmos no Costão da Juréia poderemos conhecer o costão rochoso, praia e o ecossistema de restinga, entre outros.
Em seguida, inicia-se a Trilha do Imperador, que após a Guerra do Paraguai também recebeu o nome de Trilha do Telégrafo – onde ainda preserva os postes originais e seus canecos de cerâmica -, num percurso de 6 Km, ida e volta. Na trilha iremos passar por três cachoeiras explorando, além da fauna e flora, a histórica do local.

MUNICÍPIO DE ILHA COMPRIDA

HISTÓRICO: Ilha Comprida faz parte da história do descobrimento do Brasil. Em 1.502, um aventureiro português, muito culto, expulso de Portugal por problemas religiosos, chamado de mestre Cosme Fernandes, o “Bacharel”, chega à Ilha do Bom Abrigo, ao sul de Ilha Comprida, na Armada do Espanhol Américo Vespúcio. Explorando a região, “Bacharel” desembarca em Ilha Comprida, onde é aprisionado pelos índios Tupis; ganhando a confiança deles, acaba se casando com a filha do cacique.

Em 1.531, a esquadra de Martim Afonso de Souza chega à Ilha do Bom Abrigo. O navegador português, conhecendo Ilha Comprida, escolhe a Vila de Maratayama, dos tupis, para ser a sede da primeira vila. O povoado de Maratayama permaneceu por cerca de 80 anos.

Por volta de 1.534, chega à Ilha Comprida o espanhol Ruy Garcia de Mosquera, que constrói um forte que leva o seu nome, no Pontal da Trincheira, assim chamado pela natureza das operações de pirataria e saques que o aventureiro realizou com o seu amigo “Bacharel”.

No início do século XVII, a Coroa Portuguesa divide suas terras através das “Cartas de Sesmarias”. Novas vilas foram surgindo.

Por volta de 1.770, é fundada a Vila de Nossa Senhora da Conceição da Marinha. A vila chegou a ter Câmara e corpo de vereadores, igrejas e cemitério. No começo do século XX, a Vila de Pedrinhas começou a ser formada através da pesca e do extrativismo. Em 1.938, o território de Ilha Comprida é dividido em 70% para Iguape (45 Km) e 30% para Cananéia (29Km).

O desenvolvimento imobiliário se dá no início dos anos 50.

Em 1987, Ilha Comprida é declarada Área de Proteção Ambiental (APA) estadual. O Movimento pela emancipação ganha força em 1.990, com um grupo de pessoas buscando melhores condições de vida. Em 27 de outubro de 1.991, o plebiscito dá a vitória com 87% dos votos à emancipação, que é promulgada em 5 de março de 1.992, data oficial da fundação do município que sofreu alteração em 15 de Outubro de 1999 por decreto da Câmara Municipal para 27 de Outubro. Elevada à condição de Estância Balneária em 07 de dezembro de 1.994.

ATRATIVOS DO MUNICÍPIO DE ILHA COMPRIDA

ROTEIRO 1 (Hikking) – TRILHA VILA NOVA / SÍTIO ARTUR

Duração: 4 h.
Grau de dificuldade: Baixa
Faixa Etária: dos 12 aos 70 anos
Percurso: 5 Km

Trilha em meio ao ecossistema de restinga um dos mais ameaçados ecossistemas associados à Mata Atlântica, durante o percurso presenciaremos os campos de bromélias e a diversidade de orquídeas. Assim como a flora, a fauna também está presente, com a observação da rica avifauna migrante (atobás, trinta réis etc.), e residente, como o “Papagaio da Cara Roxa” que integra a lista do Ibama de animais ameaçados de extinção, por exemplo.

Os vestígios deixados pelos povos pré-colombianos, os “Sambaquis” são objeto de estudo e visita, propiciando aos alunos informações acerca destes primeiros habitantes do brazil.

Na comunidade tradicional de pescadores, teremos a oportunidade de conhecermos melhor a rica cultura caiçara, com seus hábitos, costumes e crendices próprias.

O trajeto a comunidade de pescadores de pedrinhas para visita ao viveiro de mudas nativas, a Casa da Cultura Caiçara e as últimas dunas intocadas do Estado de São Paulo, é feito de barco pelo Estuário Lagunar, “Reserva da Biosfera”, onde o visitante conhece o importantíssimo ecossistema manguezal e sua rica biodiversidade.

MUNICÍPIO DE ELDORADO PAULISTA

O município trás na sua história um ícone que marcaria a sua existência: a busca pelo ouro. A saga trouxe por volta do século XVI mineradores e aventureiros em busca do tão sonhado metal misturado ás areias brancas dos córregos e ribeirões que cortavam a densa Floresta Atlântica.
Visto até “a olho nu”, o ouro era retirado do fundo dos rios e das minas e transportado por embarcações que desciam pelo Rio Ribeira até chegar a um porto para fazer o registro, (onde mais tarde tornar-se-ia a então cidade de Registro), aportando por fim na cidade de Iguape e seguindo daí para a ostentação dos mais belos palácios e catedrais da Europa. Este ciclo durou várias décadas e esse fluxo de pessoas gerado pela exploração do ouro, fez com que alguns povoados começassem a surgir.
A família Veras deixou sua marca na história quando fixaram sua residência no atual Distrito de Itapeúna, e mais tarde, em 1757, quando então vieram para “Freguesia Velha”, e doaram duas casas para construção de uma capela em frente ao Ribeirão Xiririca, nome esse que no antigo idioma tupi, significa “águas correntes”, surgindo daí, o antigo nome da cidade. Naquele mesmo ano a capela recebeu a imagem da Nossa Senhora da Guia, a qual se tornou padroeira da cidade.
Por ser uma área baixa de constantes alagamentos provocados pelas cheias do Rio Ribeira de Iguape, fez-se necessário à mudança da Vila para um local acima: “Ilha Formosa”, onde foi construída a nova Igreja Matriz, com sua torre voltada para o Rio e mais tarde invertida como se apresenta até os dias de hoje. (…)
Em 1.763, Xiririca foi elevada à categoria de Freguesia; a emancipação política deu-se em 10 de março de 1845 e a Comarca foi criada em 06 de Julho de 1875, instalado no
dia 25 de Novembro do mesmo ano.
O nome Xiririca foi substituído por Eldorado em 24 de dezembro de 1948, em alusão ao período de riquezas representado pelo ciclo do ouro, que se esgotou rapidamente. Em 1º de Agosto de 1.995, Eldorado teve seu potencial Turístico reconhecido e foi elevado à categoria de Estância Turística, quando o ouro já não era sua maior riqueza e sim sua flora, fauna, águas e cavernas.
Hoje, o nome Eldorado é justificado pela preciosa biodiversidade da Mata Atlântica, ainda preservada e em grande extensão no município, com sua rica fauna e flora, seus ribeirões, rios e cachoeiras das mais diversas formas e tamanhos, suas cavernas e riqueza cultural de seu povo.
O município é o quarto maior do estado em extensão, com aproximadamente 171.200 hectares, sendo 30% desse território ocupado por Unidades de Conservação como o Parque Estadual Intervales e o Parque Estadual do Jacupiranga que são áreas destinadas à preservação da Mata Atlântica. Localiza-se ao sul do estado de São Paulo, no Vale do Ribeira onde está situado um dos últimos remanescentes da Mata Atlântica do Brasil, declarada pela Unesco “Reserva da Biosfera do Patrimônio Mundial” em fevereiro de 1993.
A Estância Turística de Eldorado possui aproximadamente 16.000 mil habitantes, sendo que praticamente a metade vive na zona rural. Essa população é formada por uma miscigenação de europeus, principalmente portugueses e espanhóis, e também por índios e negros. Ainda existem muitos descendentes de escravos africanos que vivem em comunidades chamadas Quilombos. Estas comunidades quilombolas preservam sua rica cultura até os dias de hoje. Algumas delas são Ivaporunduva, São Pedro, Pedro Cubas, André Lopes, Sapatú, Nhunguara.

ATRATIVOS DO MUNICÍPIO DE ELDORADO PAULISTA

ROTEIRO 1 – GRUTA DA TAPAGEM (Caverna do diabo)
Duração: 1 a 2 h.
Grau de dificuldade: Baixa
Faixa Etária: todos (crianças, adultos, terceira idade, adolescentes)
Percurso: 800 m
Descoberta e catalogada como Gruta da Tapagem oficialmente por Richard Krone em 1886 um pesquisador alemão naturalizado, mas jogada na mídia como Caverna do Diabo pelo militar e explorador Rodolfo Petenna, um dos redescobridores e articulador do começo de turismo na caverna.
É uma das mais belas do mundo aberta a visitação turística e possuir infra-estrutura adequada a qualquer publico, passarelas, escadas cimentadas, iluminação e corrimãos, ajudam e dão conforto aos visitantes nos seus aproximados 800 metros de visitação.
A realização de atividades com visitantes se torna fácil, pois seu acesso e amplo proporcionando maior segurança onde se pode observar e identificar variedades de espeleotemas, fazendo a diferença com as velas, cortinas colunas estactites helectites, fazem parte de alguns exemplos dessa abundantes formações de carbonato de cálcio.

ROTEIRO 2 – TRILHA DO BUGIO/CAVERNAS COMPLEXO ROBALO
Duração: 4 a 5 h. (até cinco pessoas, “mais pessoas mais demorado”)
Grau de dificuldade: Alta
Faixa Etária: a partir dos 10 anos com condições físicas e equipamentos apropriados para caminhadas em trilhas e visita em cavernas.
Percurso: 5.350 m
A trilha do Bugio se desenvolve num percurso de aproximadamente 5.350 metros de extensão tendo seu ponto de partida o núcleo caverna do diabo inserido no Parque Estadual Jacupiranga e durante esta trilha observam-se vários estágios de formação florestal que vão desde trechos com a mata em estado de regeneração ate locais com mata primaria ou virgem. Com abundância de espécies arbóreas da Mata Atlântica como o araçápiranga, o jatobá, a canela, o angico branco, o palmito juçara.
Samambaias, bromélias, orquídeas e cipós ornamentam a paisagem proporcionando uma riqueza de ambientes para varias espécies da fauna como o macaco bugio, prego, o quati, marsupiais. Espécies de aves como papagaios, tucanos, arapongas, jacus e inúmeras espécies de répteis e anfíbios e com um pouco de sorte consegue-se observar alguns animais ou, pelo menos, vestígios deles como pegadas, fezes, pêlos, e penas.
A água é farta. Em sua extensão temos a companhia do ribeirão das ostras, com suas águas cristalinas é refrescante para qualquer idade. A chegada na caverna é o momento mágico do passeio. Numa realidade fascinante, uma parada para o lanche, sessão de fotos junto com os equipamentos necessários para entrada em cavernas.
Capacetes, lanternas, carbureteiras são de extrema necessidade para total segurança dos aventureiros para atravessarem o complexo do rolado, onde poderão ser observados indícios de seus processos de formação e analisar seus detalhes geomorfologicos. Sapos, insetos, opiliões, aeglas, morcegos, aranha também podem ser encontrados dependendo da época do ano.

Algumas dicas do que trazer para cada atividade:
Calçados confortável, ”de preferência usados”, calças esportistas ou tac tel, camiseta leve, lanterna e pilhas (de mão ou cabeça), repelente para mosquitos, protetor solar, boné ou chapéu, água e lanches, mochila de ataque (carregar na costa pequena). Obs: melhor roupa não clara pode molhar e sujar, sempre ter disponíveis roupas secas de reservas, e certificar de possíveis pessoas alérgicas a picadas de mosquitos, ou outras alergias para trazerem seus respectivos medicamentos.

ROTEIRO 3 – CAVERNA DO FRIAS

Duração: 4 a 5 h. (até oito pessoas, “mais pessoas mais demorado”)
Grau de dificuldade: Alta
Faixa Etária: a partir dos 10 anos com condições físicas e equipamentos apropriados para caminhadas em trilhas e visita em cavernas.
Percurso: 4.200 m
O início desta trilha tem saída do núcleo da caverna do diabo e percorre uma paisagem exuberante no meio da Mata Atlântica subindo o ribeirão do Araçá cheio de cascatas e águas cristalinas ótimas para um belo e refrescante banho no retorno desta maravilhosa trilha. Durante o seu percurso de aproximadamente de 4.200 metros de observam-se vários estágios de formação florestal com abundancia de espécies arbóreas como figueiras, araçapiranga, angico, canelas, palmitos juçara. Bromélias, orquídeas, cipós, musgos, fungos enfeitam a mata.
Tucanos, arapongas, sabiás, saíras, periquitos e muitas outras aves poderão ser observados, pois seus sons ecoam mata adentro e com alguma sorte vestígios como pegadas, penas, fezes poderão ser vistos. O ponto de maior espetáculo sem duvidas é a chegada na caverna com sua forma natural de centenas de anos encantam a todos, depois de mais de uma hora de caminhada pela mata. Após uma breve parada para colocar os equipamentos necessários e recuperar o fôlego entra-se na caverna podendo variar de uma a três horas sua visita, e com uma pouco de sorte poderemos encontrar morcegos, opiliões, alguns insetos, grilos, pequenos sapos, dependendo a época do ano. A caverna é diferente em suas formações por serem formadas sobre pressão escondem em seu interior inúmeros salões e formatos.

ROTEIRO 4 – TRILHA DO VALE DAS OSTRAS

Duração: 4 a 5 h. (até oito pessoas, “mais pessoas mais demorado”)
Grau de dificuldade: Alta
Faixa Etária: a partir dos 10 anos com condições físicas e equipamentos apropriados para caminhadas em trilhas e visita em cavernas.
Percurso: 4.200 m
Além da Mata Atlântica e das cavernas, o município de Eldorado ainda guarda uma abundância de pequenos córregos e ribeirões de águas límpidas que possuem inúmeras cachoeiras e piscinas naturais excelentes para banhos e mergulhos. O Vale das Ostras é formado pelo Ribeirão das Ostras, o mesmo que atravessa toda a Gruta da Tapagem (caverna do diabo). Após deixar as entranhas da terra, esse ribeirão percorre um acidentado trajeto até desaguar no rio Ribeira, e formar cerca de 10 cachoeiras das mais diversas formas e tamanhos. A Trilha do Vale das Ostras percorre todo esse trajeto, de aproximadamente 3.300 metros , passando pela cachoeira Escondida, a cachoeira do Funil, do Palmito e do Papo, o Poço Encantado, o Poço Azul, chegando ao ponto culminante do roteiro; a Queda de Meu Deus, uma cachoeira com quase 60 metros de altura. Além da observação dos vários aspectos da Natureza durante o percurso da trilha, como os pássaros, borboletas, pequenos camaleões,sapos, observar pegadas de alguns animais, os visitantes podem desfrutar de momentos de total contato com Ela mergulhando e nadando em diversos locais do ribeirão
Algumas dicas do que trazer para cada atividade:
Calçados confortável, ”de preferência usados”, calças esportistas ou tac tel, camiseta leve, lanterna e pilhas (de mão ou cabeça), repelente para mosquitos, protetor solar, boné ou chapéu, água e lanches, mochila de ataque (carregar na costa pequena). Obs: melhor roupa não clara pode molhar e sujar, sempre ter disponíveis roupas secas de reservas, e certificar de possíveis pessoas alérgicas a picadas de mosquitos, ou outras alergias para trazerem seus respectivos medicamentos.

ROTEIRO 5 – MIRANTE DO ANGICO

Duração: 2 a 2:30 h. (até oito pessoas, “mais pessoas mais demorado”)
Grau de dificuldade: Média
Faixa Etária: a partir dos 12 anos com condições físicas adequadas
Percurso: 4.200 m
Atividades possíveis: caminhada, observação de fauna e flora com binóculos

O mirante do angico, situado na serra do André Lopes no Parque Estadual Jacupiranga, fica próximo do núcleo Caverna do Diabo. Nos seus quase 700 metros de altitude quando se alcança seu cume proporciona uma ótima paisagem da cadeia de montanhas o rio ribeira e comunidades à volta. Para chegar ate o cume percorre uma trilha de 1.800 metros com forte grau de inclinação, a vegetação se mistura entre diferentes espécies de bromélias e orquídeas com alguma sorte encontram-se algumas floridas.

ROTEIRO 6 – TRILHA DA RESSURGÊNCIA

Duração: 5:30 a 6:30 h.
Grau de dificuldade: Alta
Faixa Etária: aventureiros maior de idade com condições físicas e equipamentos apropriados para a caminhada em trilhas e visitas em caverna.
Percurso: 7.500 m
Atividades possíveis: pedagógicas, observação e interpretação de fauna e flora e espeleologia e treking.

Com inicio no núcleo da caverna do diabo, esta trilha percorre mais de 7.500 metros de ida e volta no meio da mata atlântica com diversidade arbórea que varia em vários estágios florestais que vão desde a mata em regeneração ate trecho de mata nativa com arvores centenárias como a figueira o jatobá a canela angico, araçá. Aves como arapongas, tucanos, sabias, periquitos podem ser observados seus cantos e com alguma sorte pode ser vista algum tipo de vestígios de animais da floresta como pegadas, fezes, penas ou pêlos. A trilha da Ressurgência leva ate a caverna das Ostras o lado oposto da caverna do diabo na sua parte restrita sem qualquer tipo de infra-estrutura tendo que ser usado equipamentos de segurança como capacete e iluminação por lanterna ou reator de carbureto para poder observar as formações e analisar os detalhes geomorfologicos. Morcegos, aranhas, opiliões, insetos e pequenos sapos podem ser encontrados em seu interior.

ATRATIVOS DO PETAR
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

Localizado no município de Iporanga, a 87 km de Eldorado, o Petar reserva grandiosas maravilhas subterrâneas em seu núcleo, onde facilmente visita-se a Caverna de Santana, com infinidade de espeleotemas e diversidade de cores e tamanhos como cortinas, colunas, estalactites, helectites, canudos, estalagmites, etc. Com a ajuda de algumas infra-estruturas percorre a caverna entre pontes, escadas, corrimão, cortando o ribeirão do roncador, passando por vários salões e galerias observando as riquezas naturais de milhões de anos atrás, nas formações geoformologicas por toda cavidade percorrida em seu trajeto de aproximadamente até uma hora e meia, dependendo do tamanho do grupo e interesse pelo atrativo.
A caverna do Morro Preto, de fácil acesso e uma entrada impressionante faz o visitante voltar ao passado e rever como viviam nossos antepassados nos tempos das cavernas, foi descobertos vestígios de povos primitivos que ali habitavam em tempos remotos. Existe certa infra-estrutura de acesso no percurso turístico, com um passeio de uma hora aproximadamente.
A caverna do Couto no mesmo carstico da caverna do Morro Preto e de fácil acesso, permite que o visitante percorra todo seu interior, atravessando de um lado para o outro, com retorno por uma trilha no meio da vegetação nativa. Com poucas formações e diferentes no aspecto geral, percebe a função total da água para a formação desta caverna que foi esculpindo com a passagem da água e continua a sua formação ininterrupta. Este passeio dura aproximadamente uma hora e quarenta e cinco minutos
No próprio núcleo de Santana, encontramos também a caverna da Água Suja, para quem procura uma aventura diferente, esta oferece um pouco a mais de adrenalina, com água ate a cintura o que diferencia seu aspecto de aventura, pois ela é bastante ornamentada e reserva surpresas em seu percurso.
A caverna da Água Suja é sem duvida a mais atraente e mais visitada do núcleo Santana por ser mais rústica e não modificada para sua visitação oferece mais emoção em seu percurso por dentro d’agua sem oferecer perigo a seus visitante, disponibilizando maior lazer e estudo sobre meu meio biótico, podendo analisar suas transformações geomorfologicas.

A caverna Laje Branca situada fora do núcleo Santana é imponente pelo seu paredão de rocha calcária de 150 metros de altura e leve cascata que cai em sua entrada. Cercada pela maravilhosa mata atlântica que, pode ser observada desde o inicio da trilha que leva a sua entrada, variedades de arvores centenárias e canto de diversas aves. Com salões gigantesco em seu interior proporciona uma emoção fora do comum para seus visitantes e, por ser rústica, exige maior atenção em sua visitação que pode durar ate 2 horas.
A atividade de aquarider ou bóia cross é realizada no bairro da Serra, localizado próximo ao núcleo Ouro Grosso, no ribeirão do Betary.

CAVERNAS: Calçados confortável, tipo bota, ”de preferência usados”, calças de coton ou tac tel, menos jeans, camiseta leve, lanterna e pilhas (de mão ou cabeça), repelente para mosquitos, protetor solar, boné ou chapéu, água e lanches, mochila de ataque (carregar nas costas pequena). Obs: melhor roupa não clara, pois vai molhar e sujar, sempre ter disponíveis roupas secas de reservas, e certificar de possíveis pessoas alérgicas a picadas de mosquitos, ou outras alergias para trazerem seus respectivos medicamentos. Grau de dificuldade: nível 3
Duração: entre 5:30 h e 6:30 h.
Atividades possíveis: pedagógicas, observação e interpretação de fauna e flora e espeleologia e treking..
Publico indicado: aventureiros, em condições físicas e equipamentos apropriados para a caminhada em trilhas e visitas em caverna.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Não está inclusa alimentação
Não está incluso o transporte até local de início e retorno após o término dos passeios, o que pode ser feito em carros particulares ou pelo ônibus municipal.
As reservas devem ser feitas com 48 horas de antecedência.

O QUE LEVAR:
Protetor solar, repelente de insetos, chapéu, máquina fotográfica e roupa de banho, medicamentos anti-alérgicos

OBRIGATÓRIO: Água.
PARA OS PASSEIOS QUE INCLUEM TRILHA, USE CALÇA E TÊNIS CONFORTÁVEIS(usados).
____________

* Luciano Nunes é Técnico em Meio Ambiente, Historiador Autodidata e Pedagogo em formação pela FISA.

leia mais sobre os roteiros disponíveis

Anúncios

10 Respostas para “Roteiros Turísticos

  1. oi vcs tomam cuidado quando lar sobre uma pessoa pq eu vi que uma filha e esposa procura o marido perdido e vcs colocaram redenir da costa alves e não e´pois ele participou da cadidatura de vereador o ano passado eu que estou a procura de um telefome ou um email ou facebook bjs obriaga

  2. não moro em iguape mas sou iguapense ; gostaria que o roteiro turistico como cachueira ;cavernas; matas etc… fossem mais bem cuidadas pela prefeitura e vizitante.

  3. Rojer Péricles Sanches

    Faltou falar da cidade mais antiga do país, Cananéia.

  4. el buen perfume

    Por estos articulos es lo que merece la pena pagar los costes del adsl, aun siendo de los mas caros de europa, pero es que llegar a casa y conectarte y leer este articulo, sin duda es muy gratificante. Venga, te deseo que sigas asi con tu blog y yo seguire visitandote, ya que sueles decir cosas muy interesantes.

  5. gostei de tudo que vi mas faltou um detalhe/ como achar o guia e pra onde eu ligo pra fazer esses passeios …………………………………………..

  6. ACHO QUE FALTOU CANANEIA AÍ HEIN!

    RSRS….

  7. Bom!!! além de achar a cidade maravilhosa e tbm e a cidade mais antiga do brasil, fundada em 03/12/1538!
    tenho que dar a nota 10 iguape tem que ser mais divulgada para melhor atendermos nossos turistas!

  8. carlos j pascoal

    o ano passado estive pela 1ª vez na ilha comprida, e achei maravilhoso gostaria de saber o roteiro de passeios com mapas se possivel para eu o minha familha desfrutar um pouco mais de Ilha Comprida, Iguape e Jureia

  9. janice mafuz

    gostaria de ter mais noticias sobre esse lugar lindo
    no deriado de setembro,adoraria ir ate ai
    mande valores de pousadas e de tudo que posso fazer ai é para 5 pessoas do dia 04/09/2009 a 07/09/2009

  10. Joao renato terci

    boa tarde tenho propriedade na ilha e gostaria de mais informaçoes sobre como participar de trilhas .

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s