Minha Mãe querida

Crônica
de Antonio Rochael*

Lembranças: “São sensações vivas que preenchem as lacunas de todo o tempo” (Machado de Assis)

No treze de Maio segundo domingo do mês, estaremos comemorando o dia das Mães. Para homenageá-la basta apenas sentir com lucidez, as lembranças deixadas na vida.

Para as mães vivas e as ausentes neste dia, uma grande palavra de fé ainda prevalece. Se na minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração no amor, será inútil dizer minha Mãe querida.

Um bom filho ou uma boa filha assim diria: Mãe, uma mulher valente, guerreira que dá o melhor de si para nos ver felizes. Uma fonte de bons conselhos. Uma mulher que cai e levanta rapidamente, sempre lutando por nós.

Quero dizer ainda, daqueles tempos em que o nosso lar era todo o meu mundo. Onde pequenas coisas pareciam enormes. Eu ainda não conhecia o meu universo na sua amplitude, mas você mamãe me mostrou com sabedoria coisas belas da natureza e da vida, achei e amei.

Secretas flores saindo da terra na primavera. Frutas bicadas pelos passarinhos. Sementes brotando no chão do nosso jardim. As pegadas de um gato ou de um cachorro impressas nas areias da praia, o trabalho das formigas construindo os seus ninhos.

Você MAMÃE, me ergueu várias vezes para o alto, sobre os seus ombros frágeis, para que eu pudesse tocar nas folhas das árvores. Certo dia deu-me um carrinho de madeira para que eu pudesse brincar e guardar e ainda tenho guardado.

Cresci muito, estudei em escolas públicas e privadas com dificuldades financeiras, não tive vícios, prestei serviço militar, fui funcionário de gabinete na Prefeitura de Iguape no início da década de 60 na gestão do saudoso prefeito Casimiro Teixeira, conclui cursos universitários, Desde então, esse longo caminho e as amizades de carinho com meus familiares, colegas e amigos sobreviveram a todas as mudanças.

Vi o mundo ancorado pelo aperto firme das mãos de minha mãe. Ficava eu, fascinado com a habilidade delas. Deixou que eu me aventurasse na vida e ter alcançado os objetivos do meu destino. Quando eu necessitava de novos conselhos, sempre estava ela ao meu lado. Com suas mãos calejadas e sofridas vieram então, tocar com amor e carinho nos meus impulsos.

Por isso, neste dia, quero ter essas lembranças e a saudosa gratidão, não apenas por tudo que me passou e me ensinou, mas por ser a minha grande e abençoada mãe. Hoje, infelizmente hoje, já não as tenho mais, ela não se encontra entre nós, Deus a levou há muito tempo deste mundo, ficando apenas as saudades.

Antonio Rochael é professor e sociólogo; e-mail antoniorochael@gmail.com

Iguape-SP

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