CRAM em Registro completa dois anos de combate à violência contra a Mulher

Município é o único do Vale do Ribeira que possui o Centro de Referência à Mulher vítima de violência.

A violência doméstica é um problema que a sociedade enfrenta há muito tempo, porém, a Prefeitura de Registro, por meio do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram), tem realizado políticas públicas para enfrentamento do problema.

Única unidade no Vale do Ribeira, o Cram foi instalado na Cidade há dois anos, nos quais a equipe, que conta com sete profissionais, organiza muitas ações como oficinas e reuniões de bairros, promovendo a conscientização do que é, realmente, a violência doméstica.

As atividades desenvolvidas pelo Cram, durante os dois anos de funcionamento, atingiram diretamente mais de duas mil mulheres na Cidade, e vêm contribuindo para o surgimento de um movimento que visa promover a cidadania feminina. Segundo a coordenadora do Cram e chefe da Coordenadoria Municipal Especial de Políticas para Mulheres, Ilma Miura, “articulamos o processo de criação do Conselho Municipal de Direitos da Mulher (CMDM), que viabilizou a nossa participação nas conferências Nacional e Estadual, e permitirá a intensificação de políticas públicas de proteção à mulher, entre outras atividades”.

O que é violência? – De acordo com a assessora técnica de assuntos jurídicos, Carla Arnoni, “a violência foi definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uso intencional da força ou poder em uma forma de ameaça ou, efetivamente, contra si mesmo, outra pessoa, grupo ou comunidade, que ocasiona, ou pode ocasionar, lesões, morte, dano psíquico, alterações do desenvolvimento ou privações. É considerada uma epidemia que deve ser tratada como um problema de saúde pública. Já com a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada desde 1994, qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no espaço público, como no espaço privado, é ato de violência”.

A psicóloga do Cram, Pâmela Botelho, explica que o objetivo “não é colocar a mulher como opressora do homem, mas conscientizar do respeito que deve existir. Entre os casos de violência, a maior parte deles ocorre entre pessoas afetivamente ligadas. Colocamos a mulher como participante de uma situação de violência que precisa acabar. Trabalhamos para prevenir, combater e enfrentar todo tipo de violência”.

Luta contra omissão – Em Audiência Pública realizada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que aconteceu no último dia 29, na Assembleia Legislativa em São Paulo, a cidade de Registro foi representada por aproximadamente 30 mulheres que apoiam a apuração dos municípios do Estado quanto à possível omissão dos governos na realização de ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Para Ilma Miura, “é necessário pressionar o Governo do Estado de São Paulo, que recebe recursos para esse fim, mas só tem 29 centros de referência de atendimento à mulher, em situação de violência, instalados entre seus mais de 600 municípios”.

Capacitação – O Cram realizará programa de capacitação de 700 pessoas que trabalham na rede de atendimento à mulher em situação de violência da Cidade e, segundo a coordenadora, “estamos em processo de licitação para darmos início ao programa, que capacitará desde os funcionários da Rede Municipal de Saúde, à equipe da delegacia feminina de Registro”.

180 – Foi criada a Central de Atendimento à Mulher, que visa ouvir, orientar e apoiar a mulher em situação de violência, por iniciativa do Governo Federal. A Central pode ser acionada por meio do telefone 180, que funciona 24 horas, todos os dias da semana.

 

 

 

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